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FBI diz que tiroteio em Chattanooga foi ato terrorista

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James Comey, diretor do FBI

Chip Somodevilla/ Getty images

Esta foi a primeira vez que as autoridades revelaram detalhes sobre os motivos que levaram o cidadão do Kuwait, nacionalizado norte-americano, Mohammad Youssef Abdulazeez a acabar com a vida de quatro soldados e de um oficial, além de ferir outras pessoas

A polícia federal norte-americana (FBI) informou esta quinta-feira que o tiroteio de julho contra duas instalações militares em Chattanooga (Tennessee), no qual morreram cinco pessoas, foi "motivado por propaganda de uma organização terrorista estrangeira".

Esta foi a primeira vez que as autoridades revelaram detalhes sobre os motivos que levaram o cidadão do Kuwait nacionalizado norte-americano Mohammad Youssef Abdulazeez, de 24 anos, a acabar com a vida de quatro soldados e de um oficial, além de ferir outras pessoas.

Em conferência de imprensa em Nova Iorque, o diretor do FBI, James Comey, disse que "não há dúvida de que o assassino de Chattanooga foi inspirado e motivado por propaganda de uma organização terrorista estrangeira", embora tenha acrescentado que é difícil determinar qual foi a organização em questão.

A 16 de julho, Abdulazeez feriu uma pessoa, depois de irromper aos tiros no centro de recrutamento militar de Chattanooga, onde cresceu e estudou. Posteriormente, dirigiu-se para a entrada do centro militar do exército, onde causou o maior número de vítimas, antes de morrer na sequência de disparos da polícia.

Dias depois do incidente um representante da família do atirador disse à televisão norte-americana ABC News que o indivíduo tinha pensamentos suicidas, estava submerso em dívidas e abusava de drogas.

Um porta-voz da família do atirador afirmou que Mohammad Youssuf Abdulazeez era um jovem emocionalmente perturbado, mas que não tinha mostrado quaisquer sinais de radicalização.

A família do responsável pelo massacre que matou os militares na base militar de Chattanooga, declarou à ABC News que o jovem tinha problemas psicológicos e que teria mesmo chegado a escrever num diário, que a polícia federal (FBI) mais tarde encontrou, textos que indicavam pensamentos suicidas e vontade de se radicalizar.

O jovem, de 24 anos, tinha perdido o emprego devido à difícil adaptação ao turno noturno de 12 horas de trabalho, o que fez com que tivesse de recorrer a comprimidos para dormir, explicou a família. Além disso, estava também a consumir marijuana e analgésicos, estando por esse motivo imerso em dívidas.