Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Cessar-fogo no Iémen em risco de colapsar

  • 333

Militares sauditas leais ao Governo na cidade de Taiz esta quarta-feira

STRINGER / REUTERS

Houtis xiitas e militares sauditas trocam acusações de violações do cessar-fogo, acordado esta terça-feira com uma duração de sete dias

Um dia depois do cessar-fogo acordado esta terça-feira entre os rebeldes houtis e a coligação militar saudita, as negociações no Iémen chegaram a um impasse, com a trégua em risco de colapsar na sequência de acusações mútuas de violação de cessar-fogo.

Os houtis xiitas, apoiados pelo Irão, acusam os sauditas de terem realizado vários bombardeamentos esta quarta-feira e quinta-feira nas regiões de Marib, Taiz e Hajja, que terão provocado a morte a pelo menos 42 pessoas.

Já a coligação militar saudita, fiel ao Presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, declara que os houtis quebraram repetidamente o cessar-fogo e que as suas forças se limitaram a responder a essas violações. “O número de violações rondou as 150 e não revela boas intenções”, afirmou o brigadeiro-general Ahmed al-Assiri.

Um combatente saudita declarou ainda, citado pela Euronews, que “foram os houtis que rejeitaram as resoluções da ONU e atacaram áreas residenciais e zonas civis. Nós estamos apenas a defender-nos.”

Para além dos confrontos de quarta para quinta-feira, a troca de prisioneiros entre os houtis e imenitas do sul chegou a estar em risco esta quarta-feira, quando combatentes tribais armados da província al-Baydah bloquearam a passagem aos rebeldes houtis, exigindo a libertação de familiares seus. Segundo a Reuters, a troca acabaria por realizar-se esta quinta-feira, num dos poucos sinais positivos para a resolução do conflito.

O cessar-fogo foi acordado com uma duração de sete dias, coincidindo com as negociações de paz em Genebra, Suíça, com o objetivo colocar um ponto final numa guerra civil de nove meses que já tirou a vida a mais de 6000 pessoas e deixou milhares de desalojados.