Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Brasil bloqueia WhatsApp, dono do Facebook está “abismado”

  • 333

WhatsApp pertence ao universo Facebook. Zuckerberg diz que não percebe a decisão - é “radical”, contesta

O serviço de comunicação pela internet WhatsApp deverá permanecer bloqueado no Brasil entre esta quinta e sexta-feira, segundo determinou o Tribunal da 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, da cidade de São Paulo.

A decisão de suspensão da aplicação por um período de dois dias ocorre por o tribunal ter considerado que a empresa falhou repetidamente em cooperar com uma investigação criminal. A investigação em causa estaria relacionada com um gangue ligado ao narcotráfico, segundo referem os media brasileiros.

Detido pelo Facebook, o WhatsApp tem enorme popularidade no Brasil, onde é usado por 93 milhões de pessoas, que utilizam o serviço durante mais do dobro do tempo que os norte-americanos.

Além da troca de mensagens instantâneas, a aplicação de comunicação multiplataforma permite chamadas de voz entre smartphones, o que é muito utilizado tanto por parte da população mais carenciada como por aqueles que querem comunicar com familiares e pessoas próximas que emigraram.

Zuckerberg “abismado” com decisão “radical”

Mark Zuckerberg, dono do Facebook, já se manifestou “abismado” com a decisão “radical”. “Este é um dia triste para o Brasil. Até agora, o Brasil era um aliado da criação de uma internet aberta. Os brasileiros sempre foram dos mais entusiastas quanto à partilha da sua voz online”, escreveu Zuckerberg.

O diretor-executivo do WhatsApp também lamenta. “Nós estamos desiludidos com a visão de vistas curtas de cortar o acesso ao WhatsApp, uma ferramenta da comunicação para tantos brasileiros que passaram a depender dela, e é triste ver o Brasil a isolar-se do resto do mundo”, escreveu Jan Koum num post no Facebook.

Em fevereiro passado, um outro tribunal brasileiro tomara uma decisão semelhante, que acabou suspensa. Um juiz de Piauí determinou o bloqueio da aplicação no Brasil para forçar a empresa a colaborar com investigações relacionadas com casos de pedofilia.