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Bush arrasa Trump, o candidato que não pode ser levado a sério

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DAVID BECKER / Reuters

Como seria de esperar, a segurança interna dominou o primeiro debate dos candidatos republicanos à Casa Branca desde o massacre na Califórnia. E Jeb Bush, em vez de disparar sobre Obama, apontou para o lado

Conseguirá a crítica dura e mordaz ao homem que lidera a corrida republicana às eleições presidenciais norte-americanas impedir a sua vitória? Só o futuro dirá, mas foi essa a estratégia adotada por Jeb Bush, antigo governador da Florida, no debate desta terça-feira à noite na CNN, quando cclassificou Donald Trump como o “candidato do caos” que não pode ser levado a sério.

Trump, o magnata nova-iorquino de 69 anos que, de acordo com a última sondagem Reuters/Ipsos, realizada já depois de ter defendido a 7 de dezembro que os muçulmanos deviam ser impedidos de entrar nos Estados Unidos, reforçou a liderança recolhendo 33% das intenções e voto dos eleitores republicanos, respondeu assim: “A campanha de [Bush, com 9% das intenções de voto] fracassou, tem sido um desastre total.”

“Não estamos a falar de isolamento mas de segurança. Não estamos a falar de religião mas de segurança. O nosso país está fora de controlo”, insistiu Donald Trump em defesa da polémica proposta.

No primeiro debate realizado desde o massacre de 14 pessoas em São Bernardino, Califórnia, a 2 de dezembro, os candidados Marco Rubio e Ted Cruz preferiram atacar Barack Obama acusando-o de ter falhado na segurança interna.

Na sondagem Reuters/Ipsos, Cruz surgia à partida para este debate em 2.º lugar com 15% das intenções de voto e Rubio, senador pela Florida, em 4.º com 10%. Na 3ª posição aparece o neurocirurgião reformado Ben Carson com 12%.

Do debate, destaque ainda para a recusa de Donald Trump em correr como independente à Casa Branca nas eleições de novembro de 2016, caso não seja nomeado pelo Partido Republicano. “Vou ser um republicano, não vou criar um terceiro partido”, disse o magnata, que na semana passada tinha voltado a deixar no ar a possibilidade de se apresentar como independente na corrida presidencial de 2016 se não receber um “tratamento justo” parte dos dirigentes conservadores.

"Tenho um compromisso total com o Partido Republicano. Honra-me estar a liderar esta corrida. Creio que o farei muito bem se for eleito e farei tudo o que estiver ao meu alcance para vencer Hillary Clinton [a favorita para a nomeação do Partido Democrata]", afirmou Trump.