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Lava Jato. Casas de presidente da Câmara dos Deputados alvo de buscas

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Elementos da polícia federal brasileira fotografados à porta da casa de Brasília de Eduardo Cunha, esta manhã

UESLEI MARCELINO / Reuters

Residências de Eduardo Cunha em Brasília e Rio de Janeiro foram, na manhã desta terça-feira, cenários de buscas e apreensões de documentos no âmbito da investigação Lava Jato. Na mira da polícia federal estão também os ministros brasileirosa da Ciência e do Turismo

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Numa operação batizada de de “Catilinárias”, a Polícia Federal brasileira avançou esta terça-feira com mandados de busca e apreensão simultânea às residências, em Brasília e no Rio de Janeiro, do líder do PMDB e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. A operação estende-se ainda às casas dos ministros da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, do Turismo, Henrique Eduardo Alves, do senador Edison Lobão, e do deputado Aníbal Gomes, todos do partido do Movimento Democráico Brasileiro.

A Polícia Federal cumpre ao todo 53 mandados de busca em oito estados brasileiros, estando ainda na mira da investigação do escândalo de desvio e branqueamento de dinheiro envolvendo a a Petrobras o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado. Segundo o site da revista “Veja”, a busca às residências de Eduardo Cunha, suspeito na Operação Lava Jato, foi autorizada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, a pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot, tendo como finalidade “recolher provas” contra o rival político de Dilma Rousseff, no processo de pedido de impugnação da Presidente do Brasil.

Eduado Cunha é suspeito de crimes de branqueamento e corrupção passiva, por ter aledamente recebido subornos no valor de cinco milhões de reais (4,5 milhões de euros) para viabilizar a construção de navios-sonda da Petrobras, entre 2006 e 2012.

Nesta fase do processo “Catilinárias”, numa evocação ao discurso de Cícero contra um senador romano que planeava o assalto ao poder, não há até ao momento mandados de prisão.

Esta terça-feira, o Conselho de Ética da Câmara pode votar o parecer sobre a representação contra Eduardo Cunha por suposta quebra de decoro parlamentar, refere a “Veja”.

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