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Internacional

Kerry está na Rússia à procura de um “terreno comum” para intervir na Síria

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YURI KOCHETKOV

O secretário de Estado norte-americano vai, esta terça-feira, reunir-se em Moscovo com o seu homólogo russo Sergei Lavrov e com o Presidente Vladimir Putin. A uni-los está a vontade de destruir o autoproclamado Estado Islâmico, a afastá-los a posição relativamente ao Presidente sírio Bashar al-Assad

À procura de superar divisões entre os Estados Unidos e a Rússia em relação à Síria, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, agendou encontros com o MNE russo Sergei Lavrov e o Presidente Vladimir Putin para encontrar um “terreno comum” de intervenção no conflito.

“Penso que o mundo beneficia quando as nações poderosas com uma longa história entre si têm a capacidade de encontrar um terreno comum e espero que hoje o consigamos”, afirmou Kerry antes do início da reunião com Lavrov.

Por seu turno, antes do encontro, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo acusou os Estados Unidos de “dividirem os terroristas entre bons e maus”.

Os EUA querem preparar uma terceira ronda de conversações, a ter lugar na sexta-feira, em Nova Iorque, mas não é certo que chegue a concretizar-se.

A aproximar os dois países está o desejo de destruir o autodenominado Estado Islâmico (Daesh), a afastá-los a posição relativamente ao futuro do Presidente sírio, Bashar al-Assad. Os Estados Unidos querem que este abandone o poder, mas a Rússia é um dos países que apoia a sua manutenção.

Rússia diz que problema não está circunscrito à Síria

Ambos os países têm desferido ataques aéreos na Síria contra o Daesh, mas os Estados Unidos acusam a Rússia de estar a bombardear também rebeldes moderados para fortalecer a posição de Assad.

A Rússia rejeitou anteriormente as conclusões de reuniões com grupos da oposição síria, que aceitaram unir-se num processo de transição política que não inclua o atual Presidente.

Relativamente ao Daesh, Kerry frisou que representa “uma ameaça para todos os países… estes são os piores terroristas, eles não deixam alternativa a todas as nações civilizadas senão unirem-se para os repelir e destruir”.

Lavrov considerou, contudo, que o assunto não poderá estar circunscrito à Síria, uma vez que o Daesh também se encontra ativo no Iraque, Afeganistão e Iémen.