Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Estado Islâmico. Obama garante combate sem dó nem piedade

  • 333

Olivier Douliery / EPA

Numa mensagem para consumo interno, numa altura em que mais de 60% dos norte-americanos pensam que a estratégia de combate ao terrorismo falhou, o Presidente Obama passa em revista a guerra ao autoproclamado Estado Islâmico e garante que foram feitos progressos

Sem dó nem piedade. É assim que por estes dias os norte-americanas e os seus aliados estão a combater o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), garantiu esta segunda-feira o Presidente Barack Obama no final de uma reunião com o Conselho Nacional de Segurança, no Pentágono.

“Os líderes do Daesh não poderão esconder-se e o que lhes podemos dizer é simples: vocês serão os próximos”, declarou ainda o comandante supremo das Forças Armadas dos Estados Unidos, numa mensagem que está ser interpretada como uma tentativa de acalmar a opinião pública norte-americana depois do atentado cometido a 2 de dezembro por um casal muçulmano, que jurou fidelidade a este grupo terrorista, ter matado 14 pessoas em São Bernardino, na Califórnia.

Recordando a luta dos EUA e dos aliados no Iraque e na Síria, o chefe de Estado norte-americano acrescentou que, “à medida que o coração do Estado Islâmico for sendo apertado”, vai-se tornando mais difícil para a organização “difundir propaganda para o resto do mundo”.

Dizendo que os jiadistas usam “homens, mulheres e crianças indefesas como escudos humanos”, Obama considerou que “esta continua a ser uma luta dura”, mas assinalou que o Daesh “perdeu vários milhares de quilómetros quadrados de territórios que controlava na Síria”.

“Em muitos lugares, [os membros do Daesh] perderam liberdade de manobra, pois sabem que, se se unem, são eliminados”, sublinhou, acrescentando que, desde o verão, a organização extremista “não concretizou nenhuma grande operação, nem no Iraque, nem na Síria”. Ainda assim, Obama reconheceu que “os progressos têm de ser mais rápidos”.

A estratégia seguida até agora pelos Estados Unidos na região passa pela caça aos líderes do Daesh e pelo corte das suas fontes de financiamento no Iraque e na Síria, bem como pelo treino e apoio com equipamento das forças armadas iraquianas.

De acordo com uma sondagem divulgada recentemente, mais de 60% dos norte-americanos desaprovam a forma como Obama tem lidado com a ameaça terrorista no geral e com o Daesh em particular.

A guerra ao Daesh começou no Iraque a 8 de agosto de 2014 e na Síria a 22 de setembro desse ano. De acordo com o Congresso, a 1 de dezembro deste ano a coligação liderada pelos Estados Unidos realizou quase nove mil ataques nestes dois países, sobretudo a partir de aviões de combate, drones (tripulados remotamente) e navios de onde foram lançados mísseis. Segundo última informação revelada pelo Pentágono, até 15 de novembro estas operações tinham custado 5,2 mil milhões de dólares (4,7 mil milhões de euros) o que dá uma média diária de 11 milhões de dólares (10 milhões de euros).