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Professor alegadamente atacado por jiadista confessa ter mentido

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CHARLES PLATIAU/ reuters

Caso aconteceu esta segunda-feira em Paris. Procuradoria francesa anuncia que se tratou de uma grande mentira de um educador de infância. Ministra chegou a deslocar-se à escola do professor

Um educador de infância da região parisiense que afirmava ter sido esfaqueado esta segunda-feira de manhã na escola por um alegado jiadista do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) admitiu ter inventado tudo, declarou a procuradoria de Paris à agência France Presse.

O educador, de 45 anos, foi ouvido novamente pelos investigadores para perceber o que o terá levado a inventar a história, um mês depois dos atentados de Paris, adiantou a procuradoria.

Esta segunda-feira de manhã, o homem foi hospitalizado com ferimentos superficiais no pescoço e na testa e assegurou ter sido esfaqueado cerca das 06h10 (mesma hora em Lisboa) quando estava a preparar a sua aula no jardim-de-infância de Aubervilliers, subúrbio norte de Paris.

Segundo ele, um agressor, em fato de macaco e encapuzado, chegou sem armas e pegou numa tesoura que estava na sala para o atacar. O educador disse ainda que o homem gritou “isto é Daesh, é um aviso”.

A secção antiterrorista da procuradoria do Paris ficou encarregada do inquérito por tentativa de assassinato de um professor relacionado com grupo terrorista e a ministra da Educação, Najat Vallaud-Belkacem, deslocou-se ao estabelecimento de ensino, criticando um “ato de grande gravidade”.

A pretensa agressão ocorreu quando é ainda elevada a ameaça em França, após os atentados que mataram 130 pessoas e que foram reivindicados pelo Daesh. No final de novembro, na sua revista Dar-al-Islam, o grupo jiadista acusou os professores de estarem “em guerra aberta contra a família muçulmana”.