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Dono da Fidelidade reapareceu

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MIGUEL A. LOPES / EPA

Guo Guanchang, que estava desaparecido desde quinta-feira, compareceu esta manhã numa reunião do grupo Fosun, que detém em Portugal a seguradora Fidelidade e os Hospitais da Luz

O presidente do grupo chinês Fosun, que na quinta-feira foi dado como incontactável na China, compareceu esta segunda-feira na reunião anual da empresa em Xangai, conforme noticia a revista financeira chinesa “Caixin”.

Guo Guanchang, que detém várias empresas em Portugal, foi recebido com dois minutos de aplausos pelos trabalhadores da Fosun, segundo informações avançadas pela mesma fonte. De acordo com as publicações “China Business News” e “The Paper”, na sua intervenção o empresário não detalhou as circunstâncias do seu desaparecimentoterá e terá antes abordado a necessidade de o grupo se expandir globalmente.

O empresário chinês foi procurado durante todo o fim de semana, após ter sido dado como desaparecido pela imprensa chinesa na passada quinta-feira. Segundo um comunicado enviado pela Fosun à agência Lusa em Pequim, Guanchang terá estado a “cooperar com as autoridades chinesas numa investigação judicial”.

Deparecimento despertou suspeitas de corrupção

Na semana passada, o desaparecimento do empresário provocou rumores de que teria sido detido por alegadas suspeitas de corrupção no seio do grupo, uma vez que o Presidente chinês Xi Jiping lidera, há três anos, uma investigação de larga escala contra a corrupção em empresas estabelecidas na China. No entanto, segundo um administrador do grupo Fosun citado pela Reuters, Guanchang terá estado a ajudar as autoridades no âmbito de uma investigação relacionada com “assuntos pessoais”.

Em Portugal, além da Fidelidade e da Espírito Santo Saúde, reconvertida em Luz Saúde, o Fosun detém uma participação de 5,3% na REN e foi um dos candidatos à compra do Novo Banco, até as negociações terem sido suspensas pelo Banco de Portugal.

Na sequência das notícias que davam Guanchang como desaparecido, as ações das empresas que o grupo Fosun detém registaram perdas na ordem dos 10%.

[Texto atualizado às 8h47, com mais detalhes sobre as suspeitas de corrupção]