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Participação em alta na segunda volta das regionais francesas

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Manuel Valls, primeiro-ministro de França, já votou. A segunda volta das eleições regionais francesas realiza-se este domingo, 13 de dezembro.

CHARLES PLATIAU/REUTERS

Ao meio dia, a participação eleitoral nas eleições regionais era de 3,3 por cento superior à da primeira volta de domingo passado. Só a mobilização do eleitorado da direita e da esquerda pode travar Marine le Pen.

Depois da vitória, na primeira volta de domingo passado, dos ultra direitistas da Frente Nacional (FN), os socialistas dramatizaram o discurso e o primeiro-ministro, Manuel Valls, chegou a dizer que um novo êxito de Marine le Pen poderia conduzir a França a uma “guerra civil”.

Para os socialistas, no poder em Paris, é essencial derrotar os nacionalistas e fizeram tudo por isso. Até desistiram a favor da direita nalgumas das regiões onde a FN alcançou impressionantes resultados na primeira volta (mais de 40 por cento dos votos), como aconteceu no sudeste, onde apelaram ao seu eleitorado para votar em Christian Estrosi, presidente da Câmara de Nice conotado com a ala mais radical, populista e anti-imigrantes da direita francesa.

Devido às desistências dos socialistas, as últimas sondagens indicavam que o partido de Marine le Pen poderia não conquistar na votação decisiva deste domingo qualquer presidência das seis regiões (num total de 13), onde chegou em primeiro lugar na primeira volta. Mas mantinha-se a incerteza e Marine le Pen passou a última semana da campanha a falar na “vergonha” da aliança dos socialistas com a direita nalgumas regiões.

As primeiras projeções sobre os resultados da segunda volta serão conhecidas neste domingo às 19 horas portuguesas. Para já, para a história destas eleições ficará a confirmação de que a FN se transformou no primeiro partido de França, confirmando no domingo passado resultados de anteriores eleições. Pela primeira vez na história, ouviu-se um ministro francês a falar na eventualidade de uma guerra civil antes de uma eleição.