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Arábia Saudita elege quatro mulheres nas primeiras eleições abertas ao voto feminino

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Jordan Pix/Getty Images

Salma bint Hizab al-Oteibi, que conquistou um assento em Madrakah, localidade da região sagrada de Meca, foi uma das quatro mulheres a fazer história no país

Uma saudita foi eleita na região de Meca (oeste) e outras três mulheres noutras regiões, nas primeiras eleições abertas a mulheres, candidatas e eleitoras, no reino ultraconservador da Arábia Saudita, anunciou este domingo a Comissão Eleitoral. Segundo a Al Jazeera, as outras candidatas conquistaram os seus lugares em Ihsaa (duas) e em Tobouk

Salma bint Hizab al-Oteibi conquistou um assento em Madrakah, localidade da região sagrada de Meca, indicou o presidente da Comissão Eleitoral, Osama al-Bar, ao anunciar os primeiros resultados das eleições municipais, realizadas no sábado, à agência oficial SPA.

Segundo o mesmo responsável, Salma bint Hizab al-Oteibi disputou o assento na sua circunscrição com sete homens e duas mulheres.

"A participação das mulheres nos conselhos municipais" testemunha, entre outros, "a atenção e o interesse do Estado em envolver ainda mais esses conselhos no desenvolvimento do país", acrescentou o presidente da Comissão Eleitoral local.

Este sábado, os eleitores e, pela primeira vez, as eleitoras foram chamados a escolher entre 6.000 candidatos homens e 900 mulheres, que disputavam um assento nos 284 conselhos municipais, assembleias de poderes limitados que são as únicas compostas por representantes eleitos na Arábia Saudita.

A Comissão Eleitoral, numa estrita aplicação da lei islâmica ("sharia"), impôs a segregação total dos sexos durante a campanha eleitoral e proibiu a utilização de fotografias pelos candidatos no decurso da campanha ou que pronunciem discursos perante pessoas do outro sexo.

A medida afetou sobretudo as mulheres, menos de 10% dos eleitores registados nos cadernos eleitorais (130.637 num universo de 1.486.477), mas que pela primeira vez na história do reino tiveram direito a voto.

Foi um decreto real de 2011, ratificado pelo falecido rei saudita Abdullah bin Abdul Aziz, que permitiu às mulheres participar nas eleições municipais como candidatas e votantes precisamente a partir deste escrutínio.

(Texto atualizado às 14h30)