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Cimeira do clima. Acordo defendido como “ponto de viragem histórico”

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IAN LANGSDON/EPA

Não são conhecidos ainda muitos detalhes, mas os organizadores da conferência anunciaram estar concluído o texto final para ser adotado em plenário. O presidente da COP21, Laurent Fabius, afirma que estará assegurado um aumento da temperatura “bem abaixo dos 2 graus”

A presidência francesa da Cimeira de Paris apresentou este sábado aos representantes de 195 países presentes o projeto de acordo final sobre alterações climáticas, que visa conter o aquecimento global abaixo dos 2 graus celsius e limitá-lo a 1,5.

O acordo prevê uma verba de 100 mil milhões de dólares (quase 99 mil milhões de euros) para os países em desenvolvimento, a partir de 2020, tendo o o ministro francês dos Negócios Estrangeiros e presidente da COP21, Laurent Fabius, expressado a “profunda convicção de ter sido alcançado um texto ambicioso e equilibrado”.

“Este projeto de acordo é justo, duradouro, dinâmico, equilibrado e juridicamente vinculativo”, disse.

“Se for adotado, este texto será um ponto de viragem histórico. Estamos quase no final do caminho e, provavelmente, no início de um outro”, acrescentou Laurent Fabius na sessão plenária, com a voz embargada e quase em lágrimas, depois de ter agradecido ao seu antecessor Manuel Pulgar-Vidal, o que foi muito aplaudido.

Quanto aos 100 mil milhões de dólares prometidos pelo Norte ao Sul, para a aplicação das suas políticas climáticas, Fabius disse que o mesmo “deve ser um passo para o pós-2020”, data da entrada em vigor do acordo aguardado em Paris.

Além disso, adiantou que deverá ser definido um novo objetivo o mais tardar em 2025.

Após duas semanas de negociações, o projeto de acordo final será agora apresentado aos delegados internacionais em Paris, que decidirão se o aprovam ou não.

A agência AP cita um funcionário francês, anónimo, segundo o qual o texto agora apresentado tem cerca de “20 páginas”, o que representa uma redução de sete em relação ao documento anterior.

O projeto final a ser votado deveria ter sido apresentado na sexta-feira, mas foi adiado para esta manhã, para que se tente cumprir o objetivo da conferência: alcançar um acordo global para a redução de emissões de gases com efeito de estufa, em substituição do Protocolo de Quioto.

Menos satisfeitos com o conteúdo que pode vir a ser aprovado, milhares de ativistas manifestam-se nas ruas de Paris, considerando que é preciso ir mais longe. Os organizadores destas concentrações, citados pelo “The Guardian” falam na participação de 10 mil manifestantes.

(Texto atualizado às 13h05)