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Cimeira do clima. 195 países dizem “sim” a acordo “ambicioso e equilibrado”

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STEPHANE MAHE/REUTERS

O acordo apresenta várias medidas para que seja possível limitar a subida da temperatura a 1,5º C até ao final do século

Helena Bento

Jornalista

Os 195 países reunidos em Paris na conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP21) assinaram este sábado o primeiro acordo universal de luta contra as alterações climáticas e o aquecimento global.

"O acordo de Paris para o clima foi adotado", anunciou o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, citado pela AFP. "Hoje estamos mais perto do resultado final. É minha profunda convição que conseguimos chegar a um acordo ambicioso e equilibrado", acrescentou.

David Cameron também se congratulou com o acordo alcançado este sábado. "Há um mês, Paris foi vítima de um dos mais mortíferos ataques na Europa dos últimos 10 anos. Hoje, foi palco de um dos passos mais importantes da história", escreveu o primeiro-ministro britânico na sua página do Facebook.

O acordo apresenta várias medidas vinculativas para que seja possível limitar o aquecimento global da atmosfera a 1,5 graus centígrados até 2100, em relação aos valores médios da era pré-industrial. Espera-se, por exemplo, que o consumo de combustíveis fósseis como fonte de energia seja praticamente eliminado. O Acordo de Paris significa também que os países vão reforçar à ajuda aos países em desenvolvimento.

John Kerry, secretário de Estado norte-americano, garantiu o acordo constitui "uma vitória para o planeta e gerações futuras". "Ninguém aqui considera que se trata de um acordo perfeito, e é exatamente isso que se esperava", já que o que está em causa é conciliar diferentes interesses de 195 delegações, disse.

De cinco em cinco anos, todos os países devem apresentar os seus planos nacionais com os objetivos que pretendem alcançar. A ideia é que cada nação vá renovando os seus compromissos de modo a conseguir chegar ao objetivo universal. Os planos serão monitorizados a cada dois anos por um mecanismo comum.

Apesar das críticas que foram sendo feitas ao tratado - acusado de falta de ambição e de incapacidade -, ele é visto como um passo histórico no contexto das alterações climáticas.