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Internacional

Qualquer ameaça às forças russas na Síria deve ser “imediatamente destruída”

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O presidente russo prestou declarações à saída de um encontro com o ministro da Defesa do país

YURI KOCHETKOV

Putin avisa que “novas provocações” às forças que se encontram em terreno sírio a combater o Daesh merecerão resposta severa. Sem falar para ninguém em particular, pareceu alertar a Turquia

As ordens de Vladimir Putin são claras: qualquer ameaça às forças russas presentes na Síria deve ser “imediatamente destruída”. O aviso foi deixado pelo Presidente russo esta sexta-feira, após um encontro com o seu ministro da Defesa.

Embora não tenha havido uma referência direta ao abate do caça russo pelas forças turcas, que abalou as relações entre os dois países no fim de novembro, Putin deixou claro que o aviso se aplica a “novas provocações” que possam surgir. A resposta, diz o chefe de Estado russo, será “extremamente dura”: “Qualquer alvo que ameace um agrupamento na nossa infraestrutura no terreno precisa de ser imediatamente destruído”, sublinhou.

Na mesma intervenção, o Presidente da Rússia aproveitou para reagir às acusações de a intervenção militar na Síria ser motivada por outros interesses geopolíticos. “Os nossos soldados na Síria estão, em primeiro lugar, a defender o nosso país. As nossas ações não são motivadas por certos interesses geopolíticos obscuros e abstratos ou pelo desejo de treinar as nossas forças e testar novas armas – que é também, naturalmente, um objetivo importante. O nosso principal objetivo é evitar uma ameaça para a Federação Russa”, cita a agência russa Sputnik.

Daesh controla quase 70% da Síria, avisa Moscovo

Depois de, no dia 24 de novembro, um caça russo ter sido abatido pelas forças turcas por se encontrar, alegadamente, dentro do espaço aéreo da Turquia - uma ação que Putin classificou como “uma facada nas costas” -, a Rússia decidiu reforçar a segurança dos seus militares destacados na Síria, enviando novos aviões e equipamento de defesa para o local.

No entanto, e apesar de os bombardeamentos russos a posições do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) continuarem, o ministro da Defesa russo aproveitou a mesma intervenção para alertar que o Daesh controla quase 70% do território sírio.