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Rajoy faz promessas para o IRS, mas duas delas excluem quem recebe um “salariozão”

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Mexidas envolvem desempregados, reformados e os escalões máximos e mínimos do imposto. Quem receber muito - o tal “salariozão” - fica excluído de parte destas promessas (só a redução da tributação do escalão máximo é que beneficia os mais afortunados). O Podemos também quer mexidas - está contra uma redução do escalão máximo e propõe até um aumento a esse nível

JJ GUILLEN / EPA

O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, anunciou esta quinta-feira que vai eliminar o pagamento de IRS por um ano aos desempregados que encontrem trabalho, na eventualidade de vencer as eleições de 20 de dezembro. Por outro lado, também prometeu acabar com o IRS das pessoas que continuem a trabalhar depois de passarem a idade da reforma.

No entanto, Rajoy ressalvou que haverá limites a estas duas medidas. "No caso de receber um salariozão, então sim, nesse caso pagará IRS", afirmou o presidente do Governo, em declarações à televisão espanhola TVE.

Também os desempregados que iniciem um negócio não vão pagar IRS durante os dois primeiros anos, salientou.

Rajoy recordou que a sua intenção, caso se mantenha no governo, é continuar a baixar o IRS: propõe baixar a tributação do escalão mínimo de 19% para 17% e do máximo de 45% para 43%.
A semana e meia das eleições gerais em Espanha, os partidos esforçam-se por passar as suas propostas sobre impostos, medidas que afetam diretamente o bolso dos espanhóis.

Se por um lado o PP propõe baixar a tributação do IRS, o Podemos quer uma reforma para que os rendimentos mais altos paguem mais. O partido de Pablo Iglesias quer aumentar o número de escalões do IRS a partir dos 60.000 euros, elevando progressivamente a taxa mínima de cada escalão dos 45% atuais até chegar aos 55% para rendimentos anuais superiores a 300 mil euros.

Já os socialistas dos PSOE estão contra a redução da carga fiscal para efeitos de cumprimento do défice, pelo que não incluiram medidas concretas sobre essa matéria no seu programa.
A intenção do PSOE é manter o sistema tributário sem modificações durante todo o ano de 2016 - incluindo taxas, escalões e isenções de IRS. Propõe sim constituir uma comissão de peritos para estudar as diferentes possibilidades de uma reforma fiscal para entrar em vigor em 2017.

O objetivo último desta reforma seria fazer com que os cidadãos com mais património pagassem mais, ao incluir não só o rendimento mas também os bens no cálculo do imposto a pagar.
O outro partido emergente, o Ciudadanos, propõe reduzir de cinco para quatro os escalões do IRS e baixar as taxas mínimas de tributação: 18,40% no mínimo e 43,50% no máximo. Os primeiros 22.100 euros de rendimento seriam tributados a 18,4%; entre 22.100 e 37.200 euros a 29,10%; 35,8% até aos 62.000 euros e só a partir desse nível se aplicaria os 43,5%.
Além disso, o Ciudadanos de Albert Rivera quer complementar os rendimentos mais baixos com um complemento salarial.