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Internacional

ONU volta a condenar uso da tortura nas prisões chinesas

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Exposição em Pequim, com antigos instrumentos de tortura

China Photos/Getty Images

O Comité das Nações Unidas contra a Tortura exorta a China a acabar de vez com a tortura e a encerrar as prisões secretas, concedendo um ano a Pequim para apresentar progressos

As Nações Unidas exortaram a China a acabar com o uso da tortura nas prisões do país, bem como a encerrar todos os seus estabelecimentos prisionais secretos.

Após ouvir uma delegação do Governo chinês, o Comité das Nações Unidas contra a Tortura apela ainda ao fim da repressão contra advogados e ativistas, num relatório que concede um ano a Pequim para comunicar os progressos obtidos nesta matéria.

“A Comissão continua seriamente preocupada com relatos consistentes que indicam que a prática de tortura e maus-tratos ainda está profundamente enraizada no sistema de justiça penal, que se baseia excessivamente em confissões como base para as condenações”, pode ler-se.

Na audiência realizada para analisar a situação da China em relação à prática de tortura - algo que acontece pela primeira vez desde 2008 - os representantes chineses negaram a existência de prisioneiros políticos e garantiram que a tortura foi abolida, desmentindo ainda a existência de prisões secretas.

Contrariando esta versão, o comité, composto por 10 peritos independentes, afirma que 200 advogados foram detidos na China desde julho, dos quais pelo menos 25 permanecem na prisão.

Há cerca de um mês, um outro relatório, da Amnistia Internacional, baseado nos testemunhos de 40 advogados de Direitos Humanos, expôs os métodos de tortura utilizados nos interrogatórios no país. O documento relata vários casos reais, de torturas e espancamentos de pessoas que estavam sob custódia policial.