Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Moody's aperta Brasil

  • 333

Dilma Roussef enfrenta uma tempestade perfeita. Agora chega a vez das agência de rating

UESLEI MARCELINO/REUTERS

Mais uma dor de cabeça para Dilma Roussef. Preocupada com crise económica e política, a agência de notação financeira ameaça baixar a dívida soberana brasileira para a categoria especulativa ou "lixo".

Três meses depois da Standard and Poor's, é a vez da Mooody's preparar-se para baixar a classificação da dívida brasileira. A agência anunciou ter colocado sob análise negativa o rating do Brasil, com vista a uma possível degradação para o estatuto de lixo (‘junk’).

Os analistas da Moody's salientam a gravidade da recessão da economia brasileira, cujo PIB recuou 4,5% no terceiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2014. A sétima economia mundial entrou oficialmente em recessão no segundo trimestre deste ano e atualmente vive a pior crise económica dos últimos 25 anos.

Do mesmo modo, a agência põe em dúvida a eficácia das medidas de austeridade adotadas pelo Governo em setembro. Na altura, o ministro da Economia Joaquim Levy anunciou um plano de aumento de impostos e de cortes na despesa pública. Mas o congelamento de salários e de admissões na função pública ou a supressão de 10 dos 39 ministérios – com a eleiminação de 1000 postos de trabalho – estão longe de convencer os analistas.

Além da má situação macro-económica do país, a agência salienta a “deterioração das condições de governabilidade e o aumento do risco de paralisia política”. Isto numa altura em que a presidente Dilma Roussef luta pela sua sobrevivência política. A ameaça de destituição ganha peso com o Parlamento a aceitar dar ínicio ao processo .

Em setembro, a Standard and Poor's baixou a notação da dívida soberana brasileira para a categoria "especulativa" (BB+), prevendo três anos consecutivos de défice primário