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Depois dos táxis, Uber lança-se nas partilhas

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EDUARDO MUNOZ / Reuters

O novo serviço assume-se como uma alternativa às companhias de autocarros, sendo já a segunda iniciativa de uma vertente mais ecológica da empresa de transporte privado


O UberHop, lançado esta terça-feira em Seattle, EUA, permite que os utilizadores poupem tempo e dinheiro ao partilharem um veículo, em que podem escolher o ponto de entrada e saída a partir de três rotas pré-estabelecidas.

O novo serviço assume-se como uma alternativa às companhias de autocarros, sendo já a segunda iniciativa de uma vertente mais ecológica da empresa de transporte privado criada em 2009. Em comparação com o UberPool, já disponível em 20 cidades de todo o mundo, o UberHop tem a vantagem dos utilizadores não terem de sujeitar-se a desvios de rotas para satisfazer as necessidades dos companheiros de viagem.

O objetivo por trás desta última aposta da Uber é contribuir para a diminuição dos níveis de poluição, congestionamentos de trânsito e desafios de estacionamento nas grandes cidades. Em última instância, a empresa aspira acabar com a necessidade de posse de veículo próprio: "Se podes pressionar um botão e ter uma boleia acessível em poucos minutos, a qualquer hora do dia ou da noite, para quê o incómodo de teres um carro próprio?", lê-se no site oficial.

Por enquanto, em território nacional só está disponível a aplicação tradicional da Uber, em que o utilizador pode chamar um motorista privado, avaliá-lo e estimar o valor do percurso, no Porto e em Lisboa. Contudo, desde o início do serviço em Portugal, em julho de 2014, a empresa tem enfrentado vários obstáculos à fixação por cá.

Os taxistas alegam que o não pagamento de impostos e a inexistência de licença obrigatória para o transporte de passageiros constituem concorrência desleal. Só entre a última semana de agosto e a primeira de setembro ocorreram quatro casos de agressões físicas a motoristas da Uber por parte de taxistas. No início desta semana, foi mais um detido por ter furado os pneus de um carro da empresa privada.

A Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Transportes Ligeiros também defende a ilegalidade da atividade da Uber, tendo apresentado em abril deste ano uma providência cautelar no Tribunal da Comarca de Lisboa, que foi aceite. No entanto, a providência dizia respeito à Uber Technologies Inc, ativa apenas nos Estados Unidos, não tendo a capacidade de proibir a atividade da empresa em Portugal.