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A caravana das mães dos migrantes desaparecidos

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Os seus filhos tentaram atravessar o México para chegarem aos Estados Unidos, mas desapareceram sem deixar rasto. As mães procuram-nos agora, percorrendo as rotas mais marcadas pelo crime organizado, passando por prisões, cemitérios, hospitais e bordeis

Vindas da Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala, 38 mães de migrantes desaparecidos marcaram esta quinta-feira presença na Cidade do México, exibindo fotos dos seus filhos em Zocalo, a principal praça da cidade. Apresentaram na Procuradoria-Geral da República denúncias de 12 casos específicos, sobre os quais dizem ter elementos que mostram que os migrantes caíram nas malhas do crime organizado e exigindo que sejam efetuadas buscas.

Ao Estado mexicano pedem que “colabore, que se lembre de que também têm filhos e que tenham a capacidade de sentir empatia” para com a sua causa, afirmou a hondurenha Adelina Martínez ao jornal “El Siglo de Torreón”.

A Caravana das Mães Centroamericanas segue a rota por onde os seus filhos podem ter passado no México, quando tentavam chegar aos Estados Unidos, antes de terem desaparecido. Percorrem os caminhos mais marcados pelo crime organizado, vão às prisões, a cemitérios, aos hospitais e a bordeis.

“Espalham-se como formiguinhas seguindo as rotas onde o crime organizado é mais forte”, referiu por seu torno Martha Sánchez Soler, representante do Movimento Migrante, citada pelo “El País”.

Por semestre, são intercetados no México cerca de 20 mil migrantes que pretendem chegar aos Estados Unidos, segundo os últimos dados da Comissão Nacional dos Direitos Humanos.