Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Rússia diz que abate de avião pelos turcos era motivo para guerra. Mas...

  • 333

YURI KOCHETKOV / EPA

“Que faziam os países no século XX perante uma situação como esta? Começavam um guerra”, diz o primeiro-ministro russo. E explica por que motivo a Rússia decidiu excluir a opção bélica para responder à Turquia

O primeiro-ministro da Rússia, Dimitri Medvedev, afirmou esta quarta-feira que o abate do caça russo Su-24 pela aviação turca deu a Moscovo motivos para uma guerra. Contudo, Medvedev clarificou que o país decidiu não responder “de forma simétrica”.

“Foi um ataque direto por parte de um país estrangeiro”, disse Medvedev em entrevista ao programa de televisão russo “Conversa com o primeiro-ministro”, acrescentando que “na situação atual uma guerra é o pior que pode acontecer”.

Medvedev reforçou que Ankara violou todas as normas do direito internacional e que deu motivos para uma resposta militar. “Que faziam os países no século XX perante uma situação como esta? Começavam um guerra”, defendeu Medvedev, ressalvando que o Governo russo se absteve de tomar essa atitude, mas que os turcos “terão de assumir responsabilidades”.

No seguimento do abate do avião militar a 24 de novembro, a Rússia optou por impor sanções económicas à Turquia, uma medida que o primeiro-ministro russo justificou como uma “reação protetora”.

Na quinta-feira, a Rússia e a Turquia estabeleceram o primeiro contacto de alto nível depois do incidente, numa reunião em Belgrado (Sérvia) em que foram apresentadas as “condolências” à Rússia pela morte do piloto do SU-24.

No final da reunião, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu, congratulou-se com a atmosfera do encontro, mas afirmou que não seria “realista dizer que os problemas foram ultrapassados durante uma primeira reunião”.

A Turquia e a Rússia estão envolvidas numa guerra de palavras desde o abate do avião militar russo na fronteira com a Síria, tendo sido trocadas desde então várias acusações por parte de ambos os países.