Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Petição para impedir entrada de Trump no Reino Unido em vias de ser discutida no Parlamento

  • 333

JIM LO SCALZO / EPA

Esta é umas das declarações polémicas de Trump que está a indignar os britânicos: “Temos zonas em Londres e noutros lugares que estão tão radicalizadas que os polícias temem pelas suas próprias vidas”, disse o candidato à presidência dos EUA. Presidente da câmara de Londres diz que isto é “total idiotice”

Mais de 160 mil pessoas já assinaram uma petição online que defende que o multimilionário norte-americano e candidato republicano presidencial Donald Trump deve ser banido do Reino Unido, após as suas declarações polémicas sobre os muçulmanos - que quer proibir de entrar nos EUA.

A petição está disponível no site do Parlamento britânico e reunia, às 14h20 (mesma hora em Lisboa), 164.365 assinaturas. "Os signatários acreditam que Donald J. Trump deve ser proibido de entrar no Reino Unido", refere o texto da petição, lançada na terça-feira à tarde. Ao ultrapassar a fasquia das 100 mil assinaturas, a petição ganha o direito de ser debatida pelos deputados do Parlamento britânico.

No início desta semana, o aspirante à nomeação republicana para as eleições presidenciais norte-americanas de 2016 citou os resultados de uma sondagem para defender a proibição de entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.

Segundo o estudo em que Donald Trump se baseou, um em quatro muçulmanos defende atos de agressão e revela ser hostil aos Estados Unidos. As declarações de Trump, que lidera as sondagens republicanas, foram fortemente criticadas a nível internacional.

O multimilionário também suscitou polémica com declarações relacionadas com a radicalização das comunidades muçulmanas em Paris e em Londres. "Vejam o que aconteceu em Paris, uma carnificina horrível (...). Existem zonas em Paris que estão radicalizadas, onde a polícia se recusa a ir. Eles estão petrificados", afirmou Trump.
"Temos zonas em Londres e noutros lugares que estão tão radicalizadas que os polícias temem pelas suas próprias vidas", reforçou.

O presidente da câmara de Londres, Boris Johnson, qualificou as declarações do multimilionário norte-americano como uma "total idiotice". "A única razão pela qual evitaria alguns bairros de Nova Iorque é o risco real de cair sobre Donald Trump", ironizou, na terça-feira, Boris Johnson.

"É importante dizer aos londrinos que Trump está completamente errado", reagiu, por sua vez, um porta-voz da polícia de Londres, manifestando ainda a disponibilidade das forças policiais para informar qualquer candidato presidencial norte-americano sobre o policiamento da capital britânica.

Outra petição foi lançada pelo 'site' britânico 38 Degrees para retirar a Donald Trump, proprietário de dois terrenos de golfe na Escócia (terra natal da sua mãe), um doutoramento honorário atribuído em 2010 pela universidade escocesa Robert Gorbon (RGU) d'Aberdeen. Esta petição tinha recolhido até à tarde desta quarta-feira cerca de 20 mil assinaturas.

Apesar da controvérsia em torno do candidato republicano, as autoridades israelitas anunciaram esta quarta que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, vai receber Donald Trump no próximo dia 28 de dezembro. "Este encontro foi agendado há duas semanas", antes da polémica, disse um responsável israelita, que preferiu o anonimato. O mesmo representante referiu que Netanyahu está disponível para encontrar-se com todos os candidatos presidenciais norte-americanos, de qualquer partido, que visitem Israel e que manifestem essa intenção.

Mais de um milhão de muçulmanos (numa população total de oito milhões) vivem em Israel, segundo as estatísticas oficiais.