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Foi “firme contra a tirania”, teve “liderança moral onde ela escasseia”: Merkel eleita personalidade do ano

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Distinção é da “Time”. Chanceler alemã era uma das finalistas à eleição, num grupo que incluía também, entre outros nomes, Vladimir Putin e Donald Trump

Elogiada - mas também criticada internamente - por ter aberto as fronteiras alemãs à entrada de milhares de refugiados, Angela Merkel foi a figura escolhida pela “Time” como a mais marcante de 2015. A revista sublinha que a escolha deve-se ao que fez no caso dos refugiados, mas também pela forma como tem marcado a liderança da Europa

“A chanceler alemã pediu mais ao seu país do que a maioria dos políticos se atreveria, pela firmeza contra a tirania“ e capacidade “para fornecer uma forte liderança moral num mundo em que ela escasseia”, refere a “Time”.

“Ao olhar para os refugiados como vítimas a serem salvas e não como invasores que devem ser expulsos”, Merkel lembrou a consciência da Europa, escreveu Nancy Gibbs, da “Time”. E acrescentou: “Pode ou não concordar-se, mas ela não optou pelo caminho mais fácil”.

Entre os finalistas à distinção, a chanceler - que foi eleita para o cargo em 2005 - deixou assim para trás outros nomes fortes, que incluíam, por exemplo, Abu Bakr al-Baghdadi, o califa do autodenominado Estado Islâmico (Daesh), o candidato presidencial republicano Donald Trump e o Presidente iraniano.

Angela Merkel é a primeira mulher a ser distinguida individualmente pela “Time”, depois de a revista ter alterado a distinção para “personallidade do ano”, ao invés de “homem do ano”, em 1999. As mulheres foram no entanto mencionadas em 2014, quando a revista elegeu uma “personalidade” alargada, destacando não uma pessoa, mas as equipas de saúde que combateram o vírus ebola em África