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Autores do massacre na Califórnia trocavam mensagens jiadistas há já dois anos

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Tashfeen Malik

Reuters

FBI sublinha que é “muito, muito importante” compreender se o casamento de Syed Farook e Tashfeen Malik foi arranjado e se terá sido o pretexto encontrado para a mulher ficar nos Estados Unidos, de forma a ambos realizarem o ataque - ela vivia no Paquistão. Casal foi abatido, 14 pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas

Syed Farook e Tashfeen Malik, o casal que levou a cabo o massacre em San Bernardino, na Califórnia, radicalizaram-se ainda antes do casamento. Em 2013, ambos já trocavam mensagens e falavam sobre a “jihad e o martírio”. A informação foi esta quarta-feira confirmada pelo FBI, que agora questiona se o matrimónio terá sido um pretexto para realizar o ataque.

“Radicalizaram-se ainda antes de começarem a namorar online, e nos finais de 2013 já falavam um com outro sobre a jihad e o martírio, mesmo antes de estarem noivos”, disse o diretor do FBI, James Comey, citado pela Reuters.

O FBI considera “muito, muito importante” perceber se o casamento foi a forma encontrada para ambos conseguirem realizar o ataque do passado dia 2, em que morreram 14 pessoas. No entanto, nada aponta para que, caso o matrimónio tenha sido mesmo planeado, tenha existido intervenção de grupos terroristas.

Syed Farook, de 28 anos, nasceu nos Estados Unidos, filho de pais paquistaneses. Já Tashfeen Malik, de 29 anos, é natural do Paquistão e viveu várias vezes na Arábia Saudita. Foi aí que o casal, depois de muitas conversas online, se conheceu pessoalmente. Em junho de 2014 casaram nos Estados Unidos.

Antes de partirem para o massacre, o casal deixou a filha de seis meses com familiares. Malik escrevera um post no Facekook a jurar fidelidade ao autodenominado Estado Islâmico (Daesh). Horas depois do tiroteio, ambos foram mortos pelas autoridades

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