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Schäuble recorda “relação de confiança muito boa” com Costa

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Frabrizio Bensch/REUTERS

O ministro das finanças alemão quer ver cumpridas as regras europeias e gostou de ouvir as garantias dadas por Mário Centeno, no Eurogrupo. Wolfgang Schauble diz que o ministro português lhe transmitiu os cumprimentos de António Costa e acrescenta: "se o meu colega mantiver a sua palavra, ele também vai receber os meus cumprimentos"

Susana Frexes

Correspondente em Bruxelas

O ministro alemão das finanças ouviu a apresentação de Mário Centeno, ontem, na reunião do Eurogrupo, e trocou com ele algumas palavras à margem do encontro. No final, Wolfgang Schäuble saúda o compromisso do novo governo português com as regras orçamentais europeias.

"O nosso novo colega apresentou o programa do novo governo, como é habitual no Eurogrupo, e disse que Portugal vai cumprir as suas obrigações no Pacto de Estabilidade. E está tudo bem", disse o ministro alemão, acrescentando com um meio sorriso "Se fizer isso, fica ao meu lado no Ecofin... mas, claro, isso já acontecia com a sua antecessora"

Na conferência de imprensa, no final da reunião, Schäuble recordou ainda os tempos (2005-2007) em que era colega de António Costa, nos Conselho de Ministros da Administração Interna (Interior).

"Antes dele [António Costa] ser Presidente da Câmara de Lisboa, fomos os dois ministros e eu recordo uma relação de confiança muito boa. O meu colega transmitiu-me os cumprimentos dele, e, se o meu colega mantiver a sua palavra, ele também vai receber os meus cumprimentos", concluiu.

Já ontem, um porta-voz do Ministério das Finanças alemão tinha confirmado ao Expresso que o governo de Merkel e Schäuble “saúda o compromisso do novo Governo português com as regras orçamentais europeias”.

O Ministério das Finanças da Alemanha recorda ainda a saída com sucesso de Portugal do Programa de Assistência, a retoma económica e “as reformas estruturais postas em prática para melhorar a competitividade e a recuperação das contas públicas” para chegar a um conclusão: “é preciso dar continuidade a estas políticas económicas de sucesso”, diz a nota enviada ao Expresso.