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Casal do massacre na Califórnia conheceu-se na Internet

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Tashfeen Malik

Reuters

Tashfeen Malik era natural do Paquistão, mas viveu vários anos na Arábia Saudita antes de ir para os Estados Unidos para se casar com o muçulmano norte-americano Syed Rizwan Farook. Autoridades suspeitam que se radicalizaram entretanto - ela deixara de conduzir e de interagir com outros homens da família. Mataram 14 pessoas e feriram mais de 20 na semana passada, na Califórnia. Foram abatidos

Tendo em conta que os dados reunidos pelas autoridades indicam que o casal que levou a cabo o massacre em São Bernardino, na Califórnia, agiu de forma autónoma, os investigadores reúnem agora os elementos que permitem traçar o perfil dos atacantes e perceber o modo como se radicalizaram.

Os dois morreram no tiroteio com a polícia que se seguiu ao massacre. A mulher, Tashfeen Malik, de 29 anos, era natural do Paquistão, mas vivera por diversas vezes na Arábia Saudita, onde passou vários anos. Estudou farmácia na universidade Bahauddin Zakariya, na cidade paquistanesa de Multan. Era uma estudante dotada, segundo declarou um seu antigo professor, citado pelo “The New York Times”.

Conheceu Syed Rizwan Farook pela internet, numa das ocasiões em que se encontrava a viver na Arábia Saudita, onde os dois se conheceram depois pessoalmente. Chegou aos Estados Unidos em junho de 2014 para se casar. Diversos testemunhos indicam que se radicalizaram após o casamento. Ela deixara de conduzir e de interagir com outros homens da família.

Farook, de 28 anos, era inspetor de saúde. Muitas das pessoas que ele e a mulher mataram, durante uma festa que decorria num centro californiano de ajuda para pessoas com deficiência, eram seus colegas de trabalho. Antes de partirem para levar a cabo o massacre, deixaram a filha de seis meses com familiares. Malik escrevera um post no Facekook a jurar fidelidade ao autodenominado Estado Islâmico (Daesh).