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Blatter investigado pelo FBI

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CURIOSO. Notas, notas, notas por todo o lado. Tal como a corrupção

REUTERS/

Carta divulgada pela BBC mostra que o presidente suspenso da FIFA teria conhecimento dos subornos pagos a alguns elementos do organismo máximo do futebol

Joseph Blatter tem negado sempre que sabia da existência de casos de corrupção da FIFA (Federação Internacional de Futebol). No entanto, uma carta a que a BBC teve acesso - e que foi divulgada este domingo - mostra que o presidente suspenso da FIFA teria conhecimento dos subornos pagos a alguns elementos do organismo.

“O sr. Blatter tinha pleno conhecimento de todas as atividades (na FIFA) e foi sempre informado sobre elas”, escreveu o antigo presidente da FIFA e seu antecessor no cargo João Havelange.

A carta referia que a ISL, uma empresa de marketing desportivo, ofereceu cerca de 100 milhões de dólares (108 milhões de euros) a João Avelange, a Ricardo Teixeira - ex-membro da comissão executiva da FIFA - e a outros responsáveis do organismo, em troca de favores. Em causa estavam direitos televisivos e campanhas de marketing durante os anos 90.

“Durante o período em que eu era presidente da FIFA, Joseph Blatter era o secretário-geral. Eu mantinha relações comerciais com empresas de marketing desportivo que estavam sob meu controle económico, e, como resultado dessas relações, recebi remuneração, de acordo com os regulamentos da FIFA”, acrescenta na carta.

Há dois anos, Blatter negou à comissão de ética da FIFA que estivesse a par de qualquer ação ilegal dentro do organismo. Quando rebentou o escândalo de corrupção, o presidente insistiu no desconhecimento da existência de subornos na organização.

Recorde-se que João Havelange e Ricardo Teixeira deixaram os seus cargos na FIFA em 2013, após ambos serem acusados de terem recebido subornos durante oito anos.

As autoridades norte-americanas e suíças prosseguem as investigações no âmbito do escândalo de corrupção da FIFA. Na semana passada, a procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch, anunciou a existência de 16 novos acusados no caso.

Foi em maio que rebentou o escândalo de corrupção da FIFA, na sequência de um processo aberto pelos EUA. Logo na altura 14 dirigentes e ex-dirigentes do organismo foram acusados.