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FBI: Massacre na Califórnia foi “ato terrorista”, coautora “declarou fidelidade” ao Daesh

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MIKE NELSON/EPA

Casal de atiradores, que deixou a filha bebé na casa da avó antes do ataque, tentou eliminar provas - mas algumas foram entretanto recuperadas. Morreram 14 pessoas, 21 ficaram feridas

A Polícia Federal Americana (FBI), responsável pelas investigações do ataque ao Inland Regional Center em San Bernardino, na Califórnia, afirmou esta sexta-feira que o tiroteio foi um “ato terrorista”.

David Bowdich, diretor assistente do FBI de Los Angeles, fez a declaração oficial em conferência de imprensa. O agente acrescentou ainda que os atiradores tentaram eliminar as provas, tendo danificado dois telemóveis, que foram posteriormente encontrados num contentor de lixo pelas autoridades.

O FBI continua a investigar o caso com o objetivo de descobrir os motivos que levaram ao ataque. As autoridades apuraram ainda que Tashfeen Malik, coautora do ataque, fez uma publicação no Facebook onde jurarava fidelidade ao autodenominado Estado Islâmico (Daesh). A polícia acredita que a mulher terá utilizado uma outra conta de Facebook, que não a pessoal, para prometer lealdade ao grupo radicalista antes do tiroteio.

Segundo avança a “CNN”, as autoridades ainda não divulgaram como descobriram que Tashfeen seria a autora da publicação. A mulher, de 27 anos e natural do Paquistão, foi juntamente com o seu marido, Syed Farook, de 28, responsável pelo ataque de quarta-feira ao Inland Regional Center, que provocou a morte de 14 pessoas e feriu 21.

Na casa do casal, em Redlands, a polícia norte-americana descobriu várias armas, 12 bombas e material explosivo.

Existem ainda suspeitas de que Syed, que se descrevia como um jovem muçulmano “religioso, mas moderno”, e Tashfeen terão viajado recentemente para o Paquistão, país-natal da esposa, e estabelecido contactos com indivíduos ligados a redes terroristas, existindo portanto indícios de que o casal ter-se-ia radicalizado.

Syed e Tashfeen deixaram a filha, uma bebé de seis meses, na casa da avó pouco antes de efetuarem o ataque a um centro californiano de apoio a pessoas com doenças mentais. Ambos morreram durante os confrontos com a polícia.