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Internacional

Reino Unido já começou a bombardear poços de petróleo controlados pelo Estado Islâmico

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Os quatro aviões Tornado lançaram bombas sobre seis alvos situados nos depósitos petrolíferos que o Daesh controla

RUSSELL CHEYNE

Passaram poucas horas entre a aprovação da medida no Parlamento britânico, com 60% de votos favoráveis, e o início dos bombardeamentos em depósitos petrolíferos sírios. O ministro da Defesa assegura que o objetivo dos primeiros ataques foi cumprido

Esta quarta-feira à noite o Parlamento britânico votou a favor da intervenção militar na Síria, tendo em vista o ataque a posições do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh). E tudo estava tudo a postos: na madrugada desta quinta-feira, iniciaram-se os bombardeamentos feitos por aviões britânicos, segundo as informações confirmadas pelo ministro da Defesa do país, Michael Fallon.

De acordo com Fallon, que prestou declarações à emissora britânica BBC, o objetivo da operação, que consistia em “dar um verdadeiro golpe nos recursos petrolíferos de que depende o Daesh”, foi alcançado. Embora o Reino Unido só esteja a participar em bombardeamentos, não tendo mostrado intenções de enviar tropas para o terreno sírio, o ministro salienta que grandes progressos podem ser feitos “a partir do ar”.

Os quatro aviões Tornado levantaram voo a partir da base aérea de Akrotiri, no Chipre, horas depois de o Parlamento britânico ter aprovado, com 60% dos votos, a intervenção na Síria, juntando-se aos ataques que estão a ser liderados pelos Estados Unidos, no âmbito da coligação internacional que combate o Daesh.

As bombas Paveway lançadas de madrugada por estes aparelhos alcançaram seis alvos localizados nos depósitos petrolíferos de Omar, no este da Síria, que são controlados pelo Daesh.

Cameron acusou oponente de “simpatizar com terroristas”

A decisão política foi aprovada no Parlamento com 397 votos a favor (66 dos quais do Partido Trabalhista, cujos deputados tiveram liberdade de voto por decisão do líder Jeremy Corbyn) e 223 contra. A aprovação era esperada, embora os trabalhistas já tivessem anunciado que a posição oficial do partido seria desfavorável à decisão. Por outro lado, o primeiro-ministro britânico David Cameron já vinha fazendo campanha pelo “sim” à intervenção militar há muito, e esta quarta-feira chegou mesmo a acusar o líder da oposição de ser “simpatizante dos terroristas”.

O Reino Unido já bombardeia, desde setembro do ano passado, posições dos extremistas no Iraque. O Parlamento britânico votou em 2013 uma intervenção na Síria, com o objetivo de enfrentar o regime do Presidente sírio Bashar al-Assad, mas a proposta acabou por ser chumbada.