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Trump. Para derrotar os terroristas do Estado Islâmico há que matar as suas famílias

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BRIAN SNYDER / Reuters

É a nova proposta do bombástico empresário, que se mantém à frente nas sondagens das primárias republicanas às presidenciais dos EUA

Luís M. Faria

Jornalista

O candidato presidencial republicano Donald Trump continua a desenvolver a sua estratégia para lidar com o autodenominado Estado Islâmico (Daesh), acrescentando novos elementos a cada dia.

Há semanas, o seu plano parecia consistir em deixar os terroristas derrotar Bashar al-Assad. Uma vez afastado o atual Presidente da Síria e o seu regime, os EUA entrariam em cena e acabariam por sua vez com o Daesh. Uma ideia mais simples de explicar do que de aplicar. Agora, Trump apresentou outra proposta: matar os familiares dos terroristas, incluindo mulheres e crianças.

Durante uma entrevista a um programa da Fox, Donald Trump começou por afirmar a sua preocupação com as baixas civis, mas a seguir disse: "Estamos a lutar numa guerra politicamente correta. Com os terroristas, temos de atingir as suas famílias. Eles ligam às suas vidas, não nos iludamos. Dizem que não se importam com as suas vidas, mas temos de eliminar as suas familias".

Estas declarações provocaram algum incómodo, e o anfitrião mudou a conversa - para a emigração, outro assunto em que Trump também tem assumido posições radicais e às vezes incoerentes.

Entretanto, as sondagens mostram que ele continua a liderar nas primárias republicanas. Com o seu rival mais próximo (Marco Rubio) a dez pontos de distância, o empresário tem bons motivos para prometer "atingi-los como eles nunca foram atingidos". Sejam eles os terroristas do Daesh ou os cidadãos mexicanos (grande parte deles violadores e assassinos, segundo Trump) que emigram ilegalmente para os EUA.