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Presidente da Câmara dos Deputados aceita pedido de destituição de Dilma

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Alexei Danichev/GETTY

Eduardo Cunha alega que a abertura de um processo de destituição contra a Presidente brasileira é de “natureza técnica”. Dilma Rousseff está reunida com os membros do Governo e fará depois uma declaração ao país

O presidente da câmara dos Deputados no Brasil, Eduardo Cunha, anunciou esta quarta-feira ter aceitado o pedido de impugnação do mandato de Dilma Rousseff.

O requerimento teve como base um pedido apresentado em outubro por três juristas, que alegaram que o Executivo de Dilma Rousseff cometeu irregularidades fiscais.

“Nunca na história de um mandato [presidencial] houve tantos pedidos de impeachment (destituição). Não ficaria com isso na gaveta para decidir”, declarou Eduardo Cunha, citado pelo jornal “Estadão”

De acordo com o responsável, o país está a atravessar um período de crise, sendo vital analisar de forma imparcial a destituição da Presidente. “A minha posição será a mais isenta possível. Será uma decisão é de muita reflexão e de muita dificuldade”, garantiu.

A decisão de Eduardo Cunha, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) surge após três membros do Partido dos Trabalhadores (PT) terem anunciado que iriam votar contra o lugar do presidente da câmara dos Deputados no Conselho de Ética. Apesar das críticas da oposição, Eduardo Cunha nega que o facto de ter aceitado o pedido de destituição de Dilma seja uma forma de “retaliação” política.

Nesta altura, a Presidente brasileira encontra-se reunida com o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Eagner; o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo e o ministro da secretaria do Governo, Ricardo Berzoini para avaliar a situação. No final do encontro Dilma Rousseff fará uma declaração ao país.

O pedido de destituição da Presidente brasileira será analisado por uma comissão composta por vários partidos, sendo necessário o voto favorável de dois terços dos deputados.