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Internacional

Guerra ao Estado Islâmico: Iraque dispensa botas americanas

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Bombardeamentos lá de cima tudo bem, mas forças especiais norte-americanas cá por baixo, não obrigado. Foi assim que reagiu o primeiro-ministro iraquiano ao anunciado envio de mais botas para o terreno

“Não precisamos de forças terrestres estrangeiras em território iraquiano”. Foi assim que o primeiro-ministro Haider al-Abbadi comentou esta quarta-feira no Facebook a intenção anunciada pelos Estados Unidos de enviar forças especiais para apoiar o combate ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

“O Governo iraquiano lembra que qualquer operação militar ou envio de forças estrangeiras – especiais ou não – para qualquer ponto do Iraque não poderá ser realizada sem ser aprovada, coordenada e em respeito absoluto pela soberania iraquiana”, acrescentou al-Abbadi.

Esta terça-feira, o secretário de Estado da Defesa norte-americano anunciou perante o Congresso o envio de uma “força especial expedicionária para ajudar os combatentes iraquianos e curdos”, em “total coordenação com o governo do Iraque”.

“Os operacionais americanos têm capacidades únicas. Vão aumentar a recolha de informação no terreno e desta forma ampliar o efeito dos bombardeamentos, mas vão, acima de tudo, apoiar as forças locais a reconquistar e conservar sob controlo territórios ocupados pelo Daesh”, explicou Ashton Carter.

"Com tempo, esta forças serão capazes de conduzir ataques, libertar reféns, recolher informação e capturar os líderes do Estado Islâmico", acrescentou Carter.

O chefe do Pentágono disse ainda que estes militares também poderão intervir na Síria, para onde os Estados Unidos já tinham autorizado, em outubro, o envio de 50 operacionais para "treinar, aconselhar e apoiar" os militares que combatem o Exército do Presidente Bashar al-Assad. Por enquanto desconhece-se o contingente que poderá ser destacado para o Iraque.