Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Casa Branca rejeita plano para encerramento de Guantánamo

  • 333

Bob Strong / Reuters

Projeto apresentado pelo Departamento de Defesa foi reenviado para o Pentágono, por ser considerado demasiado dispendioso. Envolvia custos superiores a 560 milhões de euros

Promessa eleitoral assumida por Barack Obama em 2008, ainda não é desta que vai encerrar a prisão de Guantánamo. O plano elaborado pelo Departamento de Defesa para o efeito foi recusado pelo Governo dos Estados Unidos, que o considera demasiado dispendioso. Segundo o “The Wall Street Journal”, o projeto regressou ao Pentágono para que seja revisto.

Em causa está um orçamento de cerca de 600 milhões de dólares (566 milhões de euros), valor que inclui uma verba de 350 milhões de dólares (330 milhões de euros) destinada à construção de um novo estabelecimento penal em território norte-americano para onde seriam transportados alguns reclusos, hipótese que tem contado sempre com a oposição do Congresso.

A favor, o plano tem o facto de – atendendo apenas aos custos operacionais de manutenção – Guantánamo ser mais dispendiosa: 337 milhões de euros, que poderiam baixar para 283 milhões no caso de ser construída a nova prisão.

Atualmente com 107 detidos, capturados depois da guerra declarada ao terrorismo após os ataques do 11 de Setembro, entre estes prisioneiros de Guantánamo estão 48 que poderão ser transferidos para outros países, e 59 considerados de maior risco, à partida os que seriam levados para os Estados Unidos.

Para Obama, que desde o início do seu primeiro mandato tem enfrentado dificuldades políticas e legais para cumprir aquela que continua a ser uma das suas promessas mais emblemáticas, a rejeição deste plano é mais um revés que ensombra a intenção de resolver o assunto até ao final deste seu segundo mandato.

Um porta-voz da Casa Branca reafirmou na semana paasada que manter Guantánamo “não é uma opção eficiente ou o melhor uso para a aplicação do dinheiro dos impostos”, sobretudo “considerando as alternativas”. Acrescentou ainda que os atentados de Paris não alteraram a determinação do Presidente norte-americano em relação a esta matéria.