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“Pessoas que odeiam quem tem excesso de peso”: a campanha que está a indignar Londres

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Oli Scarff/Getty Images

Cartões com mensagens de um grupo desconhecido, que se autodenomina “Overweight Haters Ltd”, estão a ser entregues aos passageiros, provocando indignação. Os textos “agressivos” e de mau gosto começaram por ser denunciados nas redes sociais


Um grupo desconhecido, que se autodenomina “Overweight Haters Ltd” (qualquer coisa como ‘pessoas que odeiam quem tem excesso de peso’) está a promover uma polémica campanha no metro de Londres, distribuindo cartões com mensagens agressivas e de mau gosto, que são entregues a passageiros obesos.

Segundo a imprensa britânica, o caso começou por ser denunciado nas redes sociais por uma funcionária do Serviço Nacional de Saúde. Kara Florish recebeu um desses cartões, no sábado, durante um percurso de metro, e resolveu partilhar uma foto no Twitter, tornando público o teor da mensagem. Kara - que afirma não se sentir afetada, por não ser obesa - usou as palavras “ódio e cobardia” para descrever o sucedido, alertando para o facto de mensagens como esta poderem ter efeitos muito negativos em pessoas com problemas alimentares ou de baixa autoestima.

Nos cartões, abaixo da designação do grupo, aparece a mensagem “de facto não é hormonal, é por ser glutão”, sendo depois descritas as razões para “odiar” as pessoas com excesso de peso.

Além deste grupo contestar “a enorme quantidade de comida” que os obesos ingerem “enquanto metade do mundo passa fome”, o panfleto afirma que se uma pessoa comer menos será “mais magra, feliz, e poderá encontrar um companheiro que não seja um pervertido amante de gordos”.

Incomodado com o que se está a passar, o metro de Londres já começou a investigar e tem incentivado quem testemunha a entrega destas mensagens a denunciá-las junto do próprio metro ou da polícia.

“É uma campanha desagradável e triste” e este comportamento “não será tolerado”, reagiu um porta-voz da empresa Transport for London.

Também a British Transport Police recorreu ao Twitter, solicitando a colaboração dos passageiros, de forma a que as autoridades possam atuar.