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Papa. Mundo “está à beira do suicídio” devido às alterações climáticas

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STEFANO RELLANDINI

Francisco apelou a que os líderes mundiais cheguem a um acordo durante a Cimeira do Clima, em Paris. “É agora ou nunca”, disse o representante máximo da Igreja Católica

O papa Francisco disse esta segunda-feira que o mundo está "à beira do suicídio" devido às alterações climáticas e instou os líderes reunidos na cimeira de Paris a alcançar um acordo porque, defendeu, "é agora ou nunca".

"Não estou seguro, mas posso dizer que é agora ou nunca. A primeira cimeira creio que foi em Tóquio e fez-se pouco. A cada ano que passa os problemas agravam-se", disse o papa durante o voo que o levou de volta a Roma, depois de uma viagem até África, até à República Centro Africana, onde foi recebido pela presidente Catherine Samba-Panza e visitou uma mesquita na capital Bangui, onde pediu paz entre cristãos e muçulmanos, segundo a agência noticiosa Efe.

Sobre a cimeira do clima que decorre em Paris, o papa disse hoje, durante o voo de regresso a Roma, que tem "confiança nestas pessoas para que façam algo", referindo-se aos líderes mundiais ali reunidos.

São conhecidas as preocupações ambientais do papa Francisco, que publicou a encíclica 'Laudato Si', inteiramente dedicada ao tema.

A COP21, que decorre entre 30 de novembro e 11 de dezembro, reúne em Paris representantes de 195 países, que tentarão alcançar um acordo vinculativo sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa que permita limitar, até 2100, o aquecimento da temperatura média global da atmosfera a dois graus centígrados acima dos valores registados antes da revolução industrial.

Até agora, cerca de 180 países já apresentaram os seus contributos para a redução de emissões, mas ainda insuficientes para alcançar a meta proposta.

Entre os assuntos pendentes estão a aceitação de um mecanismo de revisão periódica das contribuições nacionais e a existência de um só sistema, sem divisões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas com flexibilidade no tratamento, tema que, juntamente com a responsabilização dos países maiores emissores, serão aspetos mais difíceis de resolver.