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Dois menores israelitas condenados por queimarem vivo um adolescente palestiniano

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O tribunal aguarda o resultado da avaliação psiquiátrica de Yosef Haim Ben David para decidir a sua sentença

MENAHEM KAHANA/GETTY IMAGES

O crime aconteceu em 2014 e contribuiu para a escalada de violência na Faixa de Gaza. O caso tem um terceiro implicado, um adulto, mas a justiça aguarda uma avaliação psiquiátrica para decidir

Dois menores israelitas foram condenados por um tribunal de Jerusalém por teremj sequestrado e queimado vivo um adolescente palestiniano. Sobre um terceiro acusado por esta morte, ocorrida em 2014, a justiça aguarda por um parecer psiquiátrico antes de decidir. Yosef Haim Ben David tem 31 anos e é considerado o mentor e principal executor do crime.

O tribunal recordou que os três acusados confessaram ter participado no crime e determinou que a morte de Mohamad Abu Jdeir foi planificada como uma “vingança contra os árabes”, após o sequestro e assassínio de três adolescentes judeus (Naftali Frenkel, Gilad Shaer y Eyal Yifraj), que acontecera um mês antes na Cisjordânia. O atentado foi cometido por dois palestinos de Hebrón e ligados ao braço armado do Hamas.

Por anunciar ficou a pena. No caso dos menores, os juízes deverão torná-las públicas a 13 de janeiro.

Depois de conhecida a sentença, o pai de Abu Jedeir, citado pelo “El País”, sublinhou que não aceitará nada menos do “que a prisão perpétua e a demolição das suas casas”. Mostrou-se também revoltado pelo facto de Ben David não ter sido ainda condenado. “De que estão à espera? Não podem dizer que está louco”, indignou-se.

O crime contra Abu Jdeir aumentou a tensão entre palestinianos e israelitas, culminando em sérios conflitios na Faixa de Gaza, entre julho e agosto de 2014.