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Manifestações em Londres e Madrid contra intervenção militar na Síria

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SUZANNE PLUNKETT

François Hollande tem estado em intensos contactos diplomáticos para tentar assegurar uma coligação internacional que combata o Daesh na Síria. O Parlamento britânico deve votar sobre este tema na próxima semana, mas da parte de Espanha ainda não há uma resposta definitiva

Milhares de pessoas manifestaram-se este sabado em Londres e Madrid contra a participação de Espanha e do Reino Unido no conflito sírio, no seguimento dos atentados de Paris que mataram 130 pessoas e feriram 350.

Cerca de 5 mil pessoas em Madrid e mais 4 mil em Londres, segundo as organizações dos protestos, juntaram-se para defender que estes países não devem envolver-se militarmente na ofensiva contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) que a França está a organizar.

No Reino Unido, o Parlamento deve votar sobre este tema na próxima semana, no seguimento de um pedido do primeiro-ministro britânico, David Cameron, nesse sentido. "Este é um conflito que não pode e não vai ser resolvido através de bombardeamentos", disse o líder da Coligação 'Stop The War', que substituiu no cargo o agora líder dos trabalhistas britânicos, o maior partido da oposição, Jeremy Corbyn.

Cerca de 5 mil pessoas, segundo os organizadores, protestaram em Madrid, com cartazes a dizer "Não à Guerra", criticando a possibilidade de uma ação militar na Síria contra o Daesh.

A manifestação surge no seguimento de uma petição da plataforma de cidadãos "Não em Nosso Nome", lançada essencialmente por artistas, que já recolheu 34 mil assinaturas na internet, incluindo os presidentes das câmaras de Barcelona e Madrid.

O presidente francês, François Hollande, tem estado em intensos contactos diplomáticos para tentar assegurar uma coligação internacional contra este grupo extremista, mas do lado espanhol não existe ainda uma resposta definitiva.

"As decisões, como em qualquer coisa na vida, têm de ser pensadas", disse Mariano Rajoy, que vai a eleições no dia 20 de dezembro, acrescentando que está em conversações com os aliados e espera "que um plano seja aprovado".