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Tunísia encerra fronteira com a Líbia para tentar travar atentados terroristas

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A fronteira foi encerrada ao início desta quinta-feira após o autodenominado Estado Islâmico (Daesh) ter reivindicado a autoria de um ataque suicida que na terça-feira vitimou 12 guardas presidenciais em Tunes

A Tunísia encerrou às 00h desta quinta-feira a sua fronteira com a Líbia e reforçou a vigilância sobre as fronteiras marítimas e nos aeroportos, numa tentativa de evitar que se repitam atentados terroristas como o do bombista suicida que fez explodir, na terça-feira em Tunes, um autocarro da guarda presidencial, causando a morte de 12 dos seus elementos.

“Este ataque é uma evolução do comportamento dos terroristas. Desta vez, eles atacaram um símbolo do Estado e o coração da capital”, afirmou o primeiro-ministro, Habib Essid.

O atentado seguiu-se aos outros dois ocorridos este ano em locais frequentados por turistas. A 18 de março, 22 pessoas morreram no Museu do Bardo em Tunes, ao que se seguiu, a 26 de junho, o atentado na estância balnear de Port el-Kantaoui, perto de Sousse, que matou 38 turistas estrangeiros. Ambos os ataques foram reivindicados pelo Daesh.

O anúncio do encerramento da fronteira, por um período de 15 dias, ocorreu após, na quarta-feira, o Daesh ter reivindicado também a autoria do mais recente atentado. No autocarro foi descoberto um 13º corpo, que as autoridades tunisinas pensam ser do terrorista.

O Ministério do Interior indicou que o explosivo usado no ataque de terça-feira foi o "Semtex, um produto já utilizado em cintos explosivos feitos ilegalmente da Líbia e apreendidos em 2014" na Tunísia. A instabilidade política na Líbia tem permitido que membros do Daesh se instalem no seu território, assim como no Iraque e na Síria.

Foi também decidido "intensificar as operações de bloqueio de sítios da Internet relacionados com o terrorismo" e "tomar medidas urgentes relativamente às pessoas provenientes de palcos de conflito, no âmbito da lei antiterrorismo". As autoridades do país indicam que milhares de tunisianos estão no Iraque, na Síria e na Líbia, integrando as fileiras dos grupos extremistas, como o Daesh.

O Conselho de Segurança tunisino anunciou igualmente o recrutamento de 3000 novos efetivos para o Ministério do Interior e outros 3000 para o Exército, em 2016.