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Alemanha envia 650 militares para o Mali

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YOAN VALAT/EPA

Ministério da Defesa germânico anuncia que serão enviados militares para o Mali, de forma a reforçar a missão de paz das Nações Unidas. Por seu turno, Merkel promete a Hollande ir mais além na luta contra o terrorismo

Na sequência do ataque a um hotel de luxo em Bamako, capital do Mali, o Governo alemão decidiu enviar militares para o país para reforçar a missão de paz das Nações Unidas (ONU).

De acordo com o Ministério da Defesa germânico, deverão ser enviados 650 soldados para o Mali, que se vão juntar aos 1500 militares franceses e aos restantes elementos da missão da ONU que se encontram no local.

“Em breve vamos pedir ao Parlamento para aprovar o envio de mais de 650 militares [para o Mali]”, afirmou a ministra da Defesa alemã, Ursula von der Leyen, citada pela Al-Jazeera.

A governante germânica adiantou ainda que mais meia centena de soldados alemães vão juntar-se às forças presentes no Iraque.

A decisão do Executivo alemão surge após um grupo de jiadistas ter invadido um hotel de luxo na capital do Mali, causando pelo menos 19 mortos, incluindo dois dos atacantes. De acordo com testemunhas, os terroristas iam munidos com kalashnikovs e explosivos, tendo libertado os reféns que sabiam excertos do Corão.

O atentado foi reivindicado pela Al-Qaeda no Magrebe Islâmico e pelo Al Murabitun, grupo jiadista africano ligado à Al-Qaeda.

A medida surge também depois de Angela Merkel ter-se reunido, na quarta-feira, com François Hollande em Paris, para discutir a luta contra o terrorismo, nomeadamente o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

“Nenhum país está a salvo”

Durante o encontro, o Presidente francês apelou à Alemanha para se comprometer mais no combate ao Daesh no Iraque e na Síria. “Conhecendo as regras que existem na Alemanha em termos de intervenção externa, se o país for mais além será um bom sinal contra o terrorismo”, declarou Hollande, citado pela Reuters.

Segundo o Presidente francês, a comunidade internacional deve unir-se para tomar todas as medidas necessárias para proteger as populações e o territórios. “Nenhum país está a salvo”, avisou.

Em resposta, a chanceler alemã disse que o país deverá “responder muito rápido” ao apelo do governo gaulês, prometendo dar à França “todo o apoio possível”. “O terrorismo é o nosso inimigo comum. O Daesh não é persuadido por palavras, mas só por meios militares.”

No passado dia 16 de novembro, François Hollande anunciou que o país iria intensificar os ataques na Síria, junto do quartel-general do Daesh, assim como o reforço das medidas contra o terrorismo, na sequência dos atentados em Paris.