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Tunísia. Estado Islâmico reivindica ataque a autocarro

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Explosão aconteceu na avenida Mohamed V, no centro de Tunes, capital da Tunísia. A área foi isolada pelas forças de segurança

ZOUBEIR SOUISSI / Reuters

Ataque a autocarro que transportava a guarda presidencial foi perpetrado por um suicida tunisino. Autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) diz que se trata de Abu Abdallah al-Tunissi

O Daesh reivindicou esta quarta-feira o ataque perpetrado terça-feira em Tunes contra um autocarro da guarda presidencial da Tunísia e que matou pelo menos 12 pessoas.

Numa declaração divulgada através de contas jiadistas nas redes sociais, o Daesh indicou que o ataque foi perpetrado por um suicida tunisino, Abu Abdallah al-Tunissi.

O grupo radical publicou ainda uma fotografia do atacante vestido de branco e envergando um colete de explosivos. A cabeça e o rosto do suicida estavam cobertos por um lenço.

Os jiadistas alegaram que 20 pessoas morreram no ataque, enquanto o balanço das autoridades tunisinas deu conta de 12 mortos, todos elementos da guarda presidencial tunisina. Um porta-voz da presidência tunisina chegou a confirmar 14 mortos, mas o número seria posteriormente revisto.

Os restos mortais de uma 13.ª vítima foram encontrados no local do atentado. As autoridades tunisinas acreditam que possam pertencer ao suicida, disse o Ministério do Interior tunisino.

O suicida transportava 10 quilos do poderoso explosivo Semtex (explosivo plástico), de acordo com o ministério tunisino.

A Tunísia foi alvo este ano de dois ataques terroristas, um em março, no Museu do Bardo, em Tunes, que fez 22 mortos, e outro em julho, na estância turística de Port el-Kantaoui, perto de Sousse, que matou 38 turistas estrangeiros. Ambos os ataques foram reivindicados pelo Daesh.