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Obama. “Somos todos franceses”

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Win McNamee / POOL/ EPA

O presidente norte-americano encontrou-se com François Hollande e reiterou o apoio dos Estados Unidos da América na luta contra o terrorismo. Obama apelou ainda à União Europeia para que avance com um acordo, que possa exigir às companhias aéreas a partilha de informações sobre passageiros

O Presidente norte-americano, Barack Obama, disse esta terça-feira ao seu homólogo francês, François Hollande, que os Estados Unidos e a França mantêm-se unidos na luta contra o terrorismo.

“Somos todos franceses”, declarou Obama, em francês, dirigindo-se a Hollande, que esta terça-feira, deslocou-se a Washington para debater formas de combater o grupo extremista Estado Islâmico (EI).

“Estamos aqui para declarar que os Estados Unidos e a França estão unidos em total solidariedade para levar à justiça os terroristas e aqueles que os mandaram, e para defender as nossas nações”, disse o chefe de Estado norte-americano, numa conferência de imprensa conjunta com Hollande.

O encontro entre os dois governantes acontece 11 dias depois dos atentados de Paris - perpetrados no passado dia 13 de novembro e que fizeram 130 mortos -, e insere-se numa ronda de contactos diplomáticos iniciada esta semana por Hollande.

Os ataques em Paris foram reivindicados pelo grupo radical sunita EI.

Na mesma intervenção, Obama exortou a União Europeia (UE) a avançar com um acordo que possa exigir às companhias aéreas a partilha de informações sobre passageiros e que essas informações fossem partilhadas com os Estados Unidos.

Segundo Obama, após os atentados de Paris, verificou-se um reconhecimento crescente no seio da Europa que era preciso fazer mais para impedir o fluxo de combatentes estrangeiros.

"Como parte disso, exorto a UE para finalmente criar um acordo (...) que exigiria às companhias aéreas a partilha de informações sobre passageiros, como forma de travar os combatentes terroristas estrangeiros de entrarem nos nossos países sem serem detetados", disse Obama.

O Presidente norte-americano garantiu igualmente que os americanos não serão intimidados pelo terrorismo.