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Conselho Europeu: Tusk felicita Costa e lembra que disciplina orçamental é para continuar

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IAN LANGSDON/ EPA

Na carta enviada a António Costa, o Presidente do Conselho Europeu confia que Portugal vai beneficiar de estabilidade política e alerta que é crucial manter a disciplina orçamental. Mensagem termina com elogio a Passos

A 7 de outubro, o Presidente do Conselho Europeu enviou uma carta a Passos Coelho felicitando-o pela “vitória nas eleições”. Quase dois meses depois envia nova mensagem, desta vez a António Costa. “Venho felicitá-lo pela sua nomeação como Primeiro-Ministro de Portugal”, diz no documento enviado também à imprensa.

Em outubro, Donald Tusk escrevia ainda que as eleições demonstravam que “as medidas aplicadas para garantir o equilíbrio das contas públicas” do Governo de Passos “deram resultado”. Agora diz a Costa que “é crucial que Portugal garanta disciplina nas finanças públicas e que continue o programa de reformas económicas com o objetivo de promover o investimento, e estimular o crescimento e o emprego”.

Na carta escrita esta terça-feira, deixa mais uma mensagem: “Confio que nos próximos anos e sob sua liderança, Portugal vai beneficiar de estabilidade política e coesão social que são necessárias para responder aos desafios que Portugal e a União Europeia enfrentam”.

A estreia do líder socialista na Cimeira de chefes de Estado e de Governo deverá acontecer no próximo domingo, em Bruxelas. Donald Tusk conta com Costa na reunião com a Turquia para discutir a gestão da crise de migrantes. “Dou-lhe as boas-vindas ao Conselho Europeu deste domingo e espero vir a trabalhar em estreita colaboração com Vossa Excelência durante o seu mandato”, diz na carta que termina com um elogio a Passos Coelho.

“Gostaria também de agradecer calorosamente a Pedro Passos Coelho, seu predecessor como Primeiro-Ministro, pelo seu empenho europeu e variadas contribuições durante muitas reuniões do Conselho Europeu”, conclui.

Eurogrupo disponível para trabalhar com novo governo

Questionado pelo Expresso sobre a indigitação de António Costa, o Eurogrupo – ministros das finanças da Zona Euro – disse estar disponível para trabalhar com o novo Governo.