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Trump quer base de dados de refugiados sírios e defende afogamentos simulados

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ERIK S. LESSER/EPA

O candidato a candidato republicano às presidenciais norte-americanas proferiu declarações polémicas, desta feita a propósito da chegada de refugiados sírios aos Estados Unidos, com direito a um comentário equivocado sobre o pós-11 Setembro de 2001

“Nós não fazemos a mínima ideia quem são estas pessoas (…) Quando os refugiados sírios começarem a ser derramados neste país, não saberemos se são do autodenominado Estado Islâmico (Daesh), se são um Cavalo de Troia. E, decididamente, quero uma base de dados e outros meios de controlo e equilíbrio. Nós queremos avançar com lista de suspeitos. Queremos avançar com as bases de dados”, afirmou o candidato às primárias do Partido Republicano, Donald Trump, numa entrevista concedida domingo à cadeia televisiva ABC.

“Quando olho para as filas de migrantes e vejo todos aqueles homens de aspeto muito forte, eles são homens, e eu vejo muito poucas mulheres, vejo muito poucas crianças, há algo que não bate certo”, acrescentou. Declarações que surgem depois de na véspera, durante uma manifestação em Birmingham, Alabama, ter chegado a defender o regresso dos afogamentos simulados muito utilizados nos interrogatórios do pós 11 de Setembro de 2001. “Eu acho que afogamentos simulados não são nada comparado com o que eles nos fazem”, afirmou.

Defendendo também a necessidade de se colocar mesquitas nos Estados Unidos sob vigilância, Trump argumentou recordar-se de imagens de "milhares e milhares de pessoas a celebrarem na Nova Jérsia" a queda das Torres Gémeas do World Trade Center, há 14 anos. O candidato parece ter confundido as imagens de pessoas a celebrarem no Médio Oriente, nessa altura, com imagens do que estava a acontecer então nos Estados Unidos.