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Tensão em Bruxelas: “Continuaremos até limparmos esta confusão”

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DIRK WAEM/ Getty Images

Já lá vão três dias de ameaça “séria e iminente” na capital belga. Vem aí o quarto. Conta-se 21 detenções desde sábado. Operações policiais ainda não acabaram

As decorações de Natal espalhadas por Bruxelas contrastam com os militares fortemente armados. Desde a madrugada de sábado que a capital belga está no nível máximo de alerta de terrorismo. Esta segunda-feira, várias pessoas tentam chegar ao trabalho e alguns restaurantes já abrem portas. Nos últimos dias, a polícia realizou dezenas de operações antiterroristas, deteve 21 pessoas e Salah Abdeslam continua em fuga. Para esta terça-feira, o cenário deverá ser o mesmo.

Já lá vão três dias de ameaça “séria e iminente” na capital. Vem aí o quarto. Esta segunda-feira, o primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, manteve o alerta no nível máximo para esta terça-feira e disse que só na quarta-feira é que as escolas e o metro de Bruxelas vão reabrir.

“Queremos agradecer às pessoas pela sua compreensão”, disse Charles Michel, citado pela AFP. Desde a madrugada de sábado, Bruxelas transformou-se numa cidade quase deserta: metro, escolas, locais turísticos e até algumas empresas estão encerrados. A população é aconselhada a não sair de casa. Foi declarado o nível quatro de ameaça terrorista, o mais elevado, depois de as autoridades terem recebido “informações precisas” sobre o risco de ocorrer no país um ataque semelhante ao de Paris.

No domingo, as autoridades conduziram uma operação antiterrorista em Bruxelas. Foram realizadas 21 ações nas comunas de Molenbeek, Anderlecht, Schaerbeek, Forêt, Jette, Wolluwe, Saint Lambert. Também a sul país, em Charleroi, a polícia fez três rusgas. Dezasseis pessoas foram detidas, mas nenhuma delas é Salah Abdeslam, o homem mais procurado do momento e suspeito de ter participado nos atentados de Paris - é o único dos suspeitos que não morreu.

As buscas continuam e o Ministério Público anunciou que, já esta segunda-feira, foram detidas outras cinco pessoas. O número total sobe para 21. Uma vez mais, Salah Abdeslam não foi encontrado.

Também esta segunda-feira, o grupo de 16 pessoas detidas no domingo foi presente a juiz. Uma foi acusada, as restantes saíram em liberdade. “É acusado de participar em atividades de um grupo terrorista e nos ataques terroristas de Paris”, justificou o procurador. Esta é a quarta pessoa, desde dia 13, acusada na Bégica, no seguimento dos atentados na capital francesa.

Depois de um fim de semana onde a ameaça “séria e iminente” dominou, foram alguns os belgas que esta segunda-feira saíram de casa e tentaram chegar ao trabalho de bicicleta ou de autocarro. Alguns restaurantes já começaram a abrir portas.

Bruxelas está quase a funcionar a meio gás. “A operação não está terminada. Continuaremos até limparmos esta confusão”, disse Jan Jambon, ministro do Interior da Bélgica, citado pela AFP.