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Bruxelas pode ser alvo de ataque semelhante ao de Paris

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STEPHANIE LECOCQ/EPA

Alerta máximo em Bruxelas. Primeiro-ministro belga justificou a medida face ao risco de ocorrerem ataques na capital com armas e explosivos. Dispositivo de segurança já foi reforçado

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, declarou este sábado que a decisão de elevar o alerta de terrorismo para o nível máximo teve como base “informações precisas” sobre o risco de ocorrer no país um ataque semelhante ao de Paris.

“Vários indivíduos com armas e explosivos poderiam realizar um ataque, talvez em vários sítios da capital com armas e explosivos”, afirmou Charles Michel numa conferência de imprensa.

Ele foi colocado sob prisão pelo juiz na sexta-feira. A informação foi confirmada pelo Ministério Público Federal em todo o final da manhã.

O governante recomendou precaução aos cidadãos, mas apelou à calma. As pessoas são aconselhadas a evitar centros comerciais, concertos, eventos desportivos e transportes públicos sempre que possível. Os jogos de futebol foram cancelados e a circulação do metro está encerrada até amanhã e o presidente da câmara ordenou o fecho de bares e restaurantes. O dispositivo de segurança já foi reforçado nas ruas com vários soldados e viaturas do Exército.

STEPHANIE LECOCQ/EPA

Figura-chave detida em Bruxelas

Segundo o jornal “Dernière Heure”, foram descobertos produtos químicos e explosivos esta noite durante buscas em Molenbeek.

A televisão belga RTBF refere, por sua vez, que uma figura-chave foi detida na quinta-feira em Bruxelas, no âmbito da investigação de ataques em Paris.

Esta madrugada, o gabinete de crise belga decidiu elevar o alerta terrorista para o nível quatro, o máximo, por considerar que a capital enfrenta uma “ameaça iminente” de atentado.

“A análise que foi efetuada demonstra uma ameaça séria que requer medidas específicas de segurança assim como a divulgação de recomendações especiais junto da população”, explicou o organismo.

A medida ocorre uma semana depois dos ataques em Paris, onde dois suicidas eram cidadãos belgas. Salah Abdeslam, irmão de um dos kamikazes, continua a monte.

No domingo, o gabinete de crise e o Conselho de Segurança Nacional voltarão a avaliar o nível de ameaça e eventuais novas medidas de prevenção.

Na passada sexta-feira, 130 pessoas morreram e 351 ficaram feridas na sequência de seis ataques na capital francesa. O parlamento gaulês aprovou esta semana a extensão do estado de emergência por três meses.

O gabinete de crise belga emitiu entretanto um comunicado com algumas recomendações para os cidadãos.