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Internacional

EUA libertam espião detido há quase 30 anos

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Manifestantes seguram cartazes pela libertação de Jonathan Pollard numa das diversas manifestações que tiveram lugar em Israel

AMMAR AWAD/REUTERS

Norte-americano Jonatham Pollar fora condenado a prisão perpétua em 1987 pela venda de informações secretas a Israel, num caso que além de ter criado tensões entre os dois países aliados, dividiu opiniões dentro dos Estados Unidos

“O povo de Israel saúda a libertação de Jonathan A. Pollard”, afirmou esta sexta-feira o primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu. “Como alguém que tratou do caso Jonathan ao longo de anos com sucessivos presidentes americanos, eu esperava há muito que este dia chegasse”, acrescentou o governante a propósito da libertação do cidadão norte-americano que cumpriu quase 30 anos de prisão por ter feito espionagem para Israel.

Antigo oficial dos serviços de informação da marinha norte-americana, Jonatham Pollard foi apanhado em 1985 a vender documentos secretos e dois anos depois foi condenado a prisão perpétua. Na altura da sua detenção, afirmou que dera documentos classificados a Israel porque os Estados Unidos não estavam a passar informação importante para o seu aliado. Alguns responsáveis dos serviços secretos norte-americanos indicaram contudo que ele tinha também fornecido informações a outros países.

Inicialmente, Israel negou que Pollard fosse seu espião, mas em 1996 concedeu-lhe cidadania israelita e dois anos mais tarde responsáveis israelitas admitiram finalmente que ele era seu agente. No ano passado surgiram indicações de que os Estados Unidos estavam a considerar libertá-lo, em troca de concessões de Israel no âmbito nas negociações com os palestinianos para a paz no Médio Oriente.

Pollard declarara que pretendia ir viver para Israel para voltar a juntar-se à sua segunda mulher. Mas os Estados Unidos concederam-lhe apenas liberdade condicional, que não lhe permite abandonar o país pelo menos durante os próximos cinco anos. Os seus advogados declaram que lhe arranjaram emprego e residência na área de Nova Iorque.