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Ataque jiadista. Três mortos em sequestro num hotel no Mali

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RIEUSSEC/AFP/Getty Images

Grupo de assaltantes invadiu um hotel na capital Bamako e disparou tiros, fazendo reféns 140 hóspedes e 30 funcionários. Autoridades acreditam que os atacantes são jiadistas, que no assalto gritaram slogans islâmicos. Pelo menos três reféns já morreram. O “Le Monde” diz que dois reféns foram libertados, mas a AP refere que esse número é de 20

Pelo menos três reféns morreram no hotel do Mali, que está a ser alvo de um sequestro por parte de um grupo jiadista, anuncia o Ministério da Segurança do país. A AFP avança que as autoridades estão a iniciar o assalto à unidade hoteleira, numa altura em que os atacantes avançam piso a piso. Elementos do exército francês também já se encontram no local.

Entre as vítimas encontram-se um cidadão francês e dois do Mali. As informações são ainda escassas. Pelo menos duas mulheres que se encontravam no local já foram libertadas, segundo o jornal “Le Monde”. A AP fala por sua vez em 20 reféns libertados, dos quais três são funcionários das Nações Unidas (ONU).

Os assaltantes informaram que colocam em liberdade os reféns que souberem recitar textos do Corão.

Um grupo de 10 assaltantes invadiu esta manhã um hotel de luxo em Bamako, capital do Mali, fazendo 170 reféns. Segundo a cadeia hoteleira, 140 hóspedes e 30 funcionários foram feitos reféns no Radisson Blu Hotel.

Além de cidadãos franceses, o hotel contava com sete hóspedes chineses e seis turcos - funcionários da companhia aérea Turkish Airlines.

As forças de segurança locais explicaram que o assalto começou com um tiroteio no edifício, com os presumíveis jiadistas a gritarem 'Allahu Akbar' (Alá é grande). Nesta altura continuam a ouvir-se tiros de armas automáticas.

“Está tudo a acontecer no sétimo andar. Os jiadistas estão disparar no corredor desse piso”, explicou à AFP uma fonte policial.

A cadeia hoteleira, o Rezidor Hotel Group, garante que está “em contacto com as autoridades de forma a disponibilizar qualquer apoio possível” para reintroduzir a segurança no local.

De acordo com a mesma fonte, os atiradores chegaram à unidade hoteleira em carros com matrículas diplomáticas.

O hotel pertence a um grupo norte-americano e é frequentado normalmente por turistas europeus, nomeadamente franceses, uma vez que o Mali é uma antiga colónia de França.

“Ainda estamos à espera de informações mais precisas. Estamos a acompanhar de perto a situação”, disse o porta-voz de François Hollande.

O presidente do Mali, Boubacar Keita, interrompeu a sua viagem ao Chade para participar numa cimeira de forma a poder seguir de perto a situação.

Desde 2012 que a zona norte do Mali é ocupada por combatentes islamitas. Apesar de o país ser alvo de uma operação militar liderada pela França - com cerca mil soldados franceses e holandeses - a violência assola por vezes a região.

Na missão da ONU integram no Mali ainda alguns soldados britânicos e três portugueses.

Em agosto, um grupo de atiradores matou 13 pessoas durante um sequestro num hotel no centro da cidade de Sevare, no Mali.