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Morreu o mentor dos atentados

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REUTERS

Abdelhamid Abaaoud foi morto durante a operação policial de quarta-feira em Saint-Denis, confirmou o procurador da república francês. Foi identificado através das impressões digitais. Ministro diz que o jiadista “parece ter estado implicado em quatro dos seis atentados evitados desde a primavera de 2015”

O autor moral dos atentados de Paris morreu. A informação foi confirmada esta terça-feira de tarde pelo procurador da república francês, François Molins.

Abdelhamid Abaaoud foi morto durante a operação policial que ocorreu quarta-feira num apartamento em Saint-Denis, nos subúrbios de Paris. Foi através das impressões digitais que o jiadista foi identificado.

“O corpo encontrado no interior do edifício e estava crivado de balas”, explicou o procurador, não descartando que Abdelhamid Abaaoud também se tenha feito explodir.

François Molins confirmou ainda que a mulher que se suicidou com um cinto de explosivos durante a operação policial era prima de Abdelhamid Abaaoud. Chamava-se Hasna Aitboulahcen e tinha 26 anos.

Falando aos jornalistas após a operação em Saint-Denis, o procurador francês explicara na quarta-feira que as informações conseguidas pelas autoridades - através de escutas telefónicas e de operações de vigilância - é que conduziram a polícia àquele apartamento.

As autoridades acreditavam que Abaaoud, de 28 anos, encontrava-se no quartel-general do Daesh, em Raqqa, na Síria - algo que acabou por não se verificar. O jiadista conseguiu fintar por várias vezes a polícia e gabou-se disso mesmo numa entrevista à "Dabiq" - a revista de propaganda do autodenominado Estado Islâmico (Daesh). Desconhece-se quando é que terá regressado à Europa.

Desde 2013 que Abdelhamid Abaaoud estava a ser seguido pelas autoridades, devido à sua forte atividade jiadista nas redes sociais, após ter-se juntado aos combatentes do Daesh na Síria. Era considerado um dos terroristas belgas mais importantes do Daesh. O seu nome já constava das investigações aos ataques frustrados num TGV entre Amesterdão e Paris, a 21 de agosto, e numa igreja em Villejuif, a 19 de abril.

“Abaaoud parece ter estado implicado em quatro dos seis atentados evitados desde a primavera de 2015”, avançou esta quinta-feira o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve.

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