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Internacional

Bélgica que instituir prisão para jiadistas retornados e pulseira eletrónica para suspeitos

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YVES HERMAN/REUTERS

Falando na altura em que decorriam, em Bruxelas e arredores, vários raides das autoridades que levaram à detenção de suspeitos de ligação a um dos terroristas de Paris, o primeiro-ministro belga apelou a mudanças constitucionais para garantir a segurança interna

“Para os jiadistas que regressam, o seu lugar é na prisão”, defende o primeiro-ministro belga Charles Michel, posição sustentada esta quinta-feira, perante o Parlamento federal, no preciso momento em em Bruxelas e arredores as forças de segurança procediam a nove raides, que terminaram ao início desta tarde com a detenção de vários suspeitos de ligação ao bombista suicida que se fez explodir no Estádio de França, em Paris, na noite da passada sexta-feira.

“Provavelmente haverá outros ataques, outras tragédias, mas nós não vamos ceder. (…) O risco que temos perante nós é o do colapso de todo o projeto europeu se não assumirmos as nossas responsabilidades”, afirmou o governante na intervenção em que defendeu alterações constitucionais para reforçar as medidas de segurança. O discurso foi aplaudido pelos deputados de todas as forças políticas representadas no Parlamento belga.

Para além da instituição da pena de prisão para qualquer cidadão que regresse da Jihad na Síria, o primeiro-ministro defende a colocação de pulseira eletrónica em todos aqueles que constam da lista de suspeitos do Organismo de Análise e de Ameaça, e o alargamento do período de prisão preventiva de 24 para 72 horas.

Atualmente, existem na Bélgica cerca de 500 pessoas referenciadas como “radicalizados” e sabe-se que cerca de 30 viajaram para a Síria como potenciais combatentes estrangeiros no bairro Molenbeek, onde se concentram muitos extremistas.

O governante referiu ainda a disponibilização de 400 milhões de euros para reforço das forças de segurança.

Os atentados de sexta feira em Paris foram preparados na Bélgica, de onde saíram boa parte dos seus executantes, assim como três carros utilizados pelos jiadistas.