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Obama. Impedir entrada de refugiados sírios é “ofensivo”

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AARON FAVILA/EPA

O Presidente dos EUA apela a que não se tomem decisões baseadas na “histeria”, depois de mais de 20 estados do país terem anunciado que pretendiam suspender o programa de acolhimento

O Presidente dos Estados Unidos considerou, esta quarta-feira, que impedir a entrada de refugiados sírios nos Estados Unidos é “ofensivo e contrário aos valores norte-americanos”.

Falando à margem da cimeira do Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico, em Manila, Barack Obama reagia aos discursos feitos no país nos últimos dias, alertando para os riscos de continuar a receber esses refugiados. Falando em “histeria”, o Presidente acusa os seus rivais políticos de terem medo de “viúvas e órfãos”.

"Não tomamos boas decisões se forem baseadas na histeria e num exagero dos riscos", afirmou Obama, depois de, pelo menos, 26 dos 50 governadores de estados norte-americanos - quase todos republicanos - terem anunciado que pretendiam suspender o programa de acolhimento.

Na terça-feira, a Casa Branca contactou mais de 30 governadores, junto dos quais defendeu os seus procedimentos para o acolhimento de refugiados sírios, garantindo que são praticados os escrutínios “mais rigorosos”.

Também a ex-secretária de Estado e pré-candidata do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, tinha já defendido uma posição mais conciliadora em relação ao tema.

Hillary defendeu o acolhimento dos refugiados sírios, salvaguardando contudo que a entrada de alguns deve ser “vetada”.

“É claro que devemos ter muito cuidado e teremos que vetar algumas pessoas”, afirmou, no Texas, para acrescentar que os Estados Unidos “não podem fechar as portas às pessoas necessitadas”, sob pena de sair enfraquecido como sociedade.

Os EUA anunciaram a intenção de receber cerca de 10 mil no país no próximo ano, decisão que oficialmente se mantêm.