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Chefe de operações conta detalhes sobre o assalto a Saint-Denis

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THOMAS SAMSON/ Getty Images

Jean-Michel Fauvergue, responsável pela megaoperação policial em Saint-Denis, relatou os passos dos operacionais ao longo de sete horas. Quando chegaram à cidade da periferia de Paris, sabiam que Abdelhamid Abaaoud, considerado o mentor dos atentados de sexta-feira, “talvez lá estivesse”

“Sabíamos que Abdelhamid Abaaoud talvez estivesse lá”, disse Jean-Michel Fauvergue, responsável pela megaoperação desta terça-feira em Saint-Denis, na periferia de Paris, a cerca de 800 metros do Estádio de França. Em entrevista ao jornal francês “Le Figaro”, Fauvergue relatou as sete horas de ação policial, onde “centenas de tiros foram trocados”.

Apesar das “informações concedidas pelos serviços secretos de outros países”, Abdelhamid Abaaoud , apontado como o cérebro dos atentados de sexta-feira, não foi detido (embora não esteja excluída a possibilidade de ser um dos mortos, pois estes ainda não foram identificados).

Do lado dos suspeitos disparava-se com kalashnikovs, atirava-se granadas e um mulher fez-se explodir “na esperança de atingir os polícias”. “Centenas de disparos foram trocados. Os terroristas também lançaram granadas. Depois [de cerca de meia hora a 45 minutos], os disparos foram mais esporádicos, intercalados com momentos mais intensos. Após um longo período sem tiros, decidimos enviar um cão para fazer reconhecimento do terreno. Infelizmente, o Diesel foi morto”, relatou Jean-Michel Fauvergue ao “Le Figaro”.

Cinco agentes ficaram feridos, foram atingidos “nos braços, pernas, mãos e no fundo das costas, mas o prognóstico não é comprometedor”. Estiveram 110 homens no terreno.